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Nove cidades capixabas têm casos confirmados do vírus da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP), popularmente chamada de gripe aviária. Os dados constam no painel disponibilizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e foram atualizados na tarde desta quarta-feira (14). Há registros em aves silvestres em Marataízes, Itapemirim, Piúma, Guarapari, Vila Velha, Cariacica, Serra, Linhares e Nova Venécia.
A plataforma de acompanhamento é atualizada duas vezes ao dia, às 13h e 19h. Há casos no Espírito Santo, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Sul e São Paulo. Há ainda casos em investigação em vários outros Estados brasileiros. Os casos confirmados foram nas espécies Thalasseus acuflavidus (trinta-réis-de-bando), Sula leucogaster (atobá-pardo), Thalasseus maximus (trinta-réis-real), Sterna hirundo (Trinta-réis-boreal), Megascops choliba (corujinha-do-mato), Cygnus melancoryphus (cisne-de-pescoço-preto), Chroicocephalus cirrocephalus (Gaivota-de-cabeça-cinza), Fregata magnificens (Fragata) e Nannopterum brasilianum (biguá).
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) emitiu, no dia 15 de maio, uma nota que confirma a presença do vírus da influenza aviária H5N1 em aves silvestres no litoral do Espírito Santo. A investigação foi feita após uma notificação recebida pelo Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos de Cariacica, na Grande Vitória. As aves foram encontradas em Marataízes, no Sul do Estado, e Vitória, no bairro Jardim Camburi.
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, declarou, na ocasião, estado de alerta para aumentar a mobilização do setor privado e de todo o serviço veterinário oficial para incrementar a preparação nacional, aumentando a vigilância sobre a pandemia de Influenza Aviária de Alta Patogenicida (IAAP).
A notificação da infecção pelo vírus da IAAP em aves silvestres não afeta a condição do Brasil como país livre da doença e os demais países membros da Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA) não devem impor proibições ao comércio internacional de produtos avícolas brasileiros. Não há casos detectados em humanos no país.





