Mais lidas 🔥

Premiação internacional
Do cafezal ao Vale do Silício: capixaba conquista prêmio internacional com invenção

Lucas Souza Alves, jovem do Caparaó, especialista em cafés, morre aos 24 anos em grave acidente

Café de valor agregado
Nova modalidade de café chega ao Vale do Jequitinhonha com financiamento do BNB

Cotações
Café, boi e hortifrúti: confira as cotações do dia 26 de agosto

Artigo
Ameaça à cafeicultura brasileira

O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), em parceria com o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), por meio do Centro de Apoio Operacional da Defesa do Meio Ambiente (CAOA), e o Fórum Espírito-Santense de Combate a Impactos de Agrotóxicos e Transgênicos (Fesciat) alertam a sociedade capixaba sobre a importância de notificar a morte ou supeita de doenças e pragas em abelhas, junto ao Idaf.
Qualquer pessoa pode realizar a notificação, que será verificada pelo Idaf para determinar se a causa da mortalidade está relacionada a pragas, doenças ou intoxicação por agrotóxicos. A agilidade na notificação é crucial, pois atrasos podem inviabilizar a identificação de resíduos, que se degradam rapidamente. O Idaf orienta que a notificação deve ser realizada em até 48 horas após a constatação da mortalidade..
A notificação pode ser realizada presencialmente nas unidades do Idaf, em todo Estado, pelo sistema E-sisbravet, ou pelo e-mail e telefone da unidade do Idaf no seu município, disponíveis no site www.idaf.es.gov.br, no menu Agenda de Contatos.
O diretor-geral do Idaf, Leonardo Monteiro, pontua a necessidade de a sociedade capixaba preservar esse inseto tão importante para a biodiversidade. “As abelhas polinizam as flores ao coletar pólen e néctar, voando de flor em flor. Esse processo é fundamental para a reprodução cruzada das plantas, resultando em frutos de melhor qualidade e maior número de sementes. Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), 70% das culturas agrícolas dependem da polinização das abelhas. No Brasil, 85 das 140 culturas que dependem de polinizadores dependem das abelhas”, disse.
A dirigente do CAOA, promotora de Justiça Bruna Legora, destacou que é fundamental que a população e, em especial, os apicultores entrem em contato com o Idaf, haja vista a necessidade de que as evidências de contaminação possam ser analisadas e fiscalizadas para o fim de alcance dos responsáveis. “Caso a mortandade das abelhas se relacione a aplicações inadequadas de agrotóxicos, seja manualmente, seja por pulverização aérea, elas devem ensejar a responsabilidade civil, penal e administrativa dos produtores”, ressaltou.
A coordenadora do FESCIAT, promotora de Justiça Isabela de Deus Cordeiro, enfatizou a importância da iniciativa. “É um reforço do exercício da cidadania por parte da população local, colaborando para que situações como essas sejam identificadas e resolvidas e, dessa forma, não voltem a ocorrer”, frisou.




