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“Yes, nós temos bananas, bananas pra dar e vender!”. A marchinha de carnaval composta por Carlos Alberto Ferreira Braga e Alberto Ribeiro, cantada em alto e bom tom a partir de 1938, já versava que a cultura da banana, mais do que de subsistência, é uma forma de gerar emprego e renda para os produtores rurais.
No Espírito Santo foram plantados 28.595 hectares da fruta em 2022, uma área que se mantém constante e com leve aumento ao longo dos anos. A produção, em 2022, foi de 399.989 toneladas, pouco abaixo das 412.684 toneladas extraídas dos pomares em 2021. O rendimento mé-dio por hectare também ficou dentro da média, com 13.988 quilos por hectare em 2022 ante 14.331 quilos por hectare no ano anterior.
A produção de banana é uma importante atividade econômica e social no Estado, gerando emprego e renda em 75 municípios produtores. Os mais representativos são Alfredo Chaves, que responde por 11,20% da produção capixaba, Itaguaçu (9,02%), Linhares (8,82%), Iconha (8,58%) e Laranja da Terra (6,75%).
Segundo o coordenador Geral do projeto de Fortalecimento da Agricultura Capixaba (FortAC) e professor do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), Sávio Berilli, dois projetos estão em execução para melhorar a produtividade dos bananais capixabas. Um deles no Norte do Estado, englobando os municípios de Colatina, Itaguaçu e Itarana e visando a banana-da-terra, e outro no Sul do Espírito Santo, em Alfredo Chaves, Guarapari e Iconha, com foco na banana-prata.
“São projetos de ajuste de adubação dessas bananas com nitrogênio, fósforo e potássio. Os documentos que norteiam a adubação estão defasados, muitas novas variedades surgiram e, com elas, novas exigências. Estamos, portanto, avançando nesses dois tipos de bananas para chegarmos a uma recomendação mais apropriada. Se quisermos mais produtividade, temos de ter novas técnicas”, salienta, acrescentando que alguns resultados devem sair no próximo ano.
Clima e solo
Em solo capixaba, a banana encontrou condições climáticas favoráveis, especialmente em regiões tropicais e subtropicais do Estado, que são adequadas para o cultivo da fruta, principalmente para as variedades banana-prata e banana-nanica, que são amplamente apreciadas e se adaptaram bem ao clima local.
Segundo o coordenador e extensionista do Incaper, Alciro Lamão Lazzarini, o Estado tem três gru-pos de banana cultivadas: banana-prata, banana-da-terra e Cavendish (banana-nanica). “Dentro de cada grupo temos vários cultivares, mais de dez espécies são cultivadas no Estado. Temos um polo sustentável com muitas variedades, o que fortalece o cultivo das espécies, dando sustentabilidade a esse polo”, pontuou Lazzarini.
O Espírito Santo também comercializa banana no exterior. Em 2022, foram exportadas 1.464,8 toneladas, que geraram US$ 729.588 em valor para o Estado. A banana capixaba chega em mais de 30 países, sendo a Argentina e o Uruguai os principais consumidores, com 55% e 44% das importa-ções, respectivamente. Já nos primeiros oito meses de 2023, o Estado exportou 532,6 toneladas, gerando divisas de US$ 290.690 dólares.
Atualmente, o Brasil é o 4º maior produtor de banana do mundo, com aproximadamente 5,44% da produção mundial, atrás apenas de Índia (26,38%), China (9,62%) e Indonésia (6,98%), de acor-do com dados da FAO (Food and Agriculture Organization of the Unide Nations). Em 2022, o Brasil produziu 6.854.222 toneladas da fruta, sendo o Espírito Santo o 8º maior Estado produtor, com 5,84% da produção nacional.
_Com informações da Seag





