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Enraizada principalmente no Norte do Espírito Santo, a produção de maracujá têm caído nos últimos anos. Com uma área colhida de 565 hectares em 2023, ante 650 no ano anterior, a produção também teve queda, passando de 14.282 toneladas para 12.597 toneladas entre os dois anos citados. Em contrapartida, o rendimento por hectare aumentou levemente, passando de 21,9 quilos para 22,2 quilos.
Os municípios mais representativos na produção do Estado são Sooretama, que responde por 18% do que sai dos pomares, seguido de São Mateus (12,50%), Jaguaré (8,19%), Pinheiros (7,78%), Linhares (6,35%) e Boa Esperança (3,97%).
Algumas iniciativas a fim de revitalizar a produção de maracujá já mostram retorno. Em outubro de 2024, pesquisadores e extensionistas do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) realizaram a entrega de mudas de maracujá-doce. A variedade BRS Mel do Cerrado (BRS MC/Embrapa) foi escolhida devido ao desenvolvimento e bons resultados apresentados na região. A cultivar, além de alta produtividade, oferece maior resistência a pragas e doenças.
“Ela surge como uma boa opção para fruticultores, principalmente dotados de mais conhecimento técnico e para o cultivo em estufa. É possível obter frutos de alta qualidade, física e química, com alto valor no mercado. É também indicada para pequenos produtores e para a agricultura familiar praticada em sítios, chácaras e até mesmo no ambiente urbano”, ressalta o pesquisador e coordenador de produção vegetal do Incaper, Marlon Dutra.
Além disso, a beleza da planta também chama a atenção. Com a flor da cor vermelho arroxeada, a cultivar é indicada para a fruticultura ornamental, com o uso de flores, frutos e da própria planta no paisagismo de grandes áreas, como cercas e pergolados.





