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A heveicultura do Espírito Santo atravessa um momento decisivo. Mesmo com perspectivas positivas no cenário nacional para a safra 2025/2026, o setor no estado convive com entraves estruturais que limitam a expansão dos seringais e a competitividade dos produtores. A avaliação é de Nádia Delarmelina, diretora-presidente da Cooperativa dos Seringalistas do Espírito Santo (Heveacoop), que alerta para desafios que se agravam ano após ano.
Segundo Nádia, a ausência de incentivos impede o avanço da cultura. “Hoje, as principais dificuldades da heveicultura capixaba são a falta de incentivos para expandir ou renovar os seringais e a escassez de mão de obra para a sangria”, afirma.

Ela explica que o problema já afeta diretamente a produção. “Estimamos que 30% dos seringais estejam paralisados por falta de trabalhadores. Isso também trava a exploração de novas áreas que já estão prontas para entrar em atividade”.
Apesar do cenário desafiador, a heveicultura possui características reconhecidas como estratégicas para o desenvolvimento sustentável do estado. O cultivo da seringueira contribui para o sequestro de carbono, recupera áreas degradadas, favorece a recomposição da cobertura vegetal e protege o solo da erosão. Também é uma cultura ideal para sistemas agroflorestais, combinando diversificação produtiva, estabilidade ambiental e geração de renda.
No panorama nacional, a Associação Paulista de Produtores e Beneficiadores de Borracha (Apabor) destaca que a safra 2025/2026 começou com um preço de abertura positivo e condições climáticas favoráveis, fatores que indicam um ciclo promissor. Mas a entidade reforça um alerta: a produtividade depende de gestão eficiente, mão de obra qualificada e relações sólidas entre produtores, sangradores e usinas.
A coordenação do setor também observa pressões externas que exigem respostas urgentes. O aumento das importações de pneus e a busca por políticas que garantam competitividade para a indústria nacional estão entre as principais pautas de entidades como Apabor (Associação Paulista de Produtores e Beneficiadores de Borracha), a Abrabor (Associação Brasileira de Produtores e Beneficiadores de Borracha Natural) e a Anip (Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos), que atuam de forma integrada. Segundo a Apabor, a união da cadeia é essencial para transformar sinais econômicos positivos em crescimento real e fortalecimento da borracha natural brasileira.






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