Mais lidas 🔥

Na Vila Batista
Vila Velha certifica sua primeira agroindústria de mel

Mercado
Preços do mamão formosa sobem com oferta menor nas principais regiões

Reconhecimento nacional!
Conexão Safra vence o Prêmio Ibá de Jornalismo 2025

De quarta para quinta
Veja as 55 cidades capixabas que estão sob alerta vermelho para temporais

Momento de atenção!
Espírito Santo tem alerta por risco de granizo e tempestades; veja as cidades

A Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (Faes) esteve representada na reunião da Comissão Nacional de Bovinocultura de Corte da CNA, que aconteceu em Mato Grosso do Sul e discutiu temas que envolvem a atividade voltada para a criação de gado de corte.
Entre os membros da Comissão reunidos pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estava o produtor Wendius Henrique, que integra a Comissão Técnica de Bovinocultura da Faes e representa a Federação na Comissão Nacional.
Um dos assuntos abordados na reunião foi sobre as ações de comunicação relacionadas à rastreabilidade individual de bovinos e bubalinos. A Portaria do Ministério da Agricultura visa acompanhar e registrar o histórico de cada animal desde seu nascimento até o momento do abate, garantindo a segurança alimentar, sanidade dos produtos de origem animal e a transparência na cadeia produtiva de carne.
De acordo com Wendius, a CNA contribui para ampliação do prazo para implementação do programa para 8 anos, aumentando o tempo de preparação do produtor.
“A CNA agiu diretamente na elaboração desse plano de rastreabilidade com o intuito de ajudar o Ministério da Agricultura a organizar e também proteger o produtor rural. Então, é uma forma que a CNA age de dar um prazo maior ao produtor rural para fazer essa adequação. Com o objetivo principal de atingir novos mercados para exportação”, afirma.
Outros assuntos abordados na reunião foram acerca da atualização e deliberações sobre as salvaguardas da China para a carne bovina importada; o reconhecimento do Brasil como livre de febre aftosa, sem vacinação; e a atualização sobre o regulamento da União Europeia com relação ao uso de antimicrobianos.
A União Europeia impôs restrições rigorosas ao uso de antimicrobianos na pecuária, com o objetivo de combater a resistência antimicrobiana (RAM) e preservar a eficácia dos medicamentos. A partir de 2026, o uso de certos antibióticos em bovinos será limitado. Outra restrição técnica é quanto ao uso de promotores de crescimento hormonal: os animais só poderão ser exportados para a Europa caso não tenham recebido esses promotores em nenhuma fase de suas vidas.
Wendius destaca a importância de a Comissão se alinhar sobre o assunto: “Por mais que a União Europeia não seja um grande consumidor da carne brasileira, é um mercado potencial. É um mercado que temos que alcançar, já que somos os maiores exportadores de carne bovina do mundo. Devemos sempre tentar aumentar a quantidade de carne exportada pelos produtores brasileiros. E os produtores capixabas também devem ser incluídos nessa expansão’, ressalta.
Já o reconhecimento do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação será formalizado durante assembleia da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA/OIE), que acontecerá de 25 a 29 de maio em Paris, na França. O país receberá a certificação oficial juntamente com a Bolívia, que também alcançou o feito.




