Mais lidas 🔥

Premiação internacional
Do cafezal ao Vale do Silício: capixaba conquista prêmio internacional com invenção

Café de valor agregado
Nova modalidade de café chega ao Vale do Jequitinhonha com financiamento do BNB

Anuário do Agronegócio Capixaba 2025
Da lavoura ao mundo: o domínio capixaba da pimenta-do-reino

Cotações
Café, boi e hortifrúti: confira as cotações do dia 26 de agosto

Artigo
Ameaça à cafeicultura brasileira
Em movimento contrário ao observado no Brasil, em que a população ocupada (PO) no agronegócio tem se reduzido de forma significativa, especificamente no Centro-Oeste (aqui não foi considerado o Distrito Federal), o número de pessoas empregadas no setor aumentou 11,2% entre 2012 e 2018, totalizando 1,7 milhão em 2018. Essa é uma das conclusões da edição especial do estudo sobre mercado de trabalho do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP.
Ao analisar a dinâmica do crescimento entre os segmentos que compõem o agronegócio do Centro-Oeste, nota-se a expressiva contribuição que a pecuária e toda a cadeia processadora de proteína animal e subprodutos (abate, laticínios e couro) desempenharam para a evolução positiva dos empregos no setor no período analisado no estudo.
Segundo pesquisadores do Cepea, 27,51% dos postos de trabalhos formais e informais existentes no Centro-Oeste em 2018 estavam relacionados ao agronegócio. Ao analisar a participação por estados, este percentual é ainda maior, chegando a 33,68% em Mato Grosso, a 30,55% em Mato Grosso do Sul e a 23,6% em Goiás. Justamente por responder por quase um terço do total de ocupados no Centro-Oeste, o agronegócio gerou R$ 3,65 bilhões do total de R$ 13,19 bilhões recebidos em salários na região. Assim, o agronegócio representou 27,66% de toda a massa de rendimentos gerada pelo trabalho em 2018.
Pesquisadores do Cepea destacam que, desse total, apenas uma parcela é gasta com bens e serviços produzidos por atividades relacionadas ao agro, como alimentos, fibras e energia. O restante é dispendido em outros fatores essenciais, como habitação, serviços de saúde e educação, transporte e aquisição de bens duráveis.
Nesse sentido, é possível afirmar que o agronegócio contribui significativamente para o dinamismo do Centro-Oeste, gerando renda e, consequentemente, demanda não só para seus produtos, como também para bens e serviços ofertados por outros setores da economia.





