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Enterrar as mangueiras de irrigação por gotejamento é uma prática que aumenta a durabilidade do sistema e reduz perdas de água. Mas, para funcionar bem, o processo precisa ser executado com cuidado. Profundidade inadequada, distância mal definida em relação às plantas ou um enterrio mal conduzido podem resultar em prejuízos significativos ao produtor.
Segundo o engenheiro agrônomo Elidio Torezani, diretor da Hydra Irrigações — primeira revenda Netafim no Brasil —, o enterrio não deve ser improvisado. “Cada cultura e tipo de solo exigem ajustes. O produtor precisa saber até onde a água se espalha no perfil e onde estão as raízes. Um erro de poucos centímetros já muda o resultado”, explica.
Para quem pretende instalar o sistema, alguns cuidados básicos fazem diferença no desempenho e na durabilidade. Confira as orientações!
Profundidade certa
Na maioria dos casos, as mangueiras devem ser instaladas entre 15 e 30 centímetros de profundidade. Em grãos e culturas de ciclo curto, o enterrio costuma ser mais raso; já em lavouras permanentes, como café e frutíferas, pode ser um pouco mais profundo.
“O importante é que a água chegue bem às raízes, sem encharcar nem deixar o solo seco. Isso depende de avaliar o solo, o tipo de planta e a vazão de cada gotejador”, orienta Torezani.
Instalação com cuidado
Antes de enterrar, é essencial testar o sistema para garantir que não haja vazamentos. As mangueiras devem ser posicionadas com cuidado nos sulcos, sem dobras ou torções, e cobertas com uma camada leve de terra. A compactação deve ser moderada, apenas o suficiente para dar estabilidade, sem deformar o tubo.
“Parece um detalhe, mas o peso do solo influencia na passagem da água. Um pequeno erro pode reduzir a vazão e comprometer o sistema inteiro”, alerta o engenheiro.
Outro ponto importante: existem gotejadores projetados especificamente para instalações subterrâneas. Gotejadores comuns não suportam as condições desse tipo de sistema. Além disso, implementos especiais devem ser usados para realizar o enterrio de forma correta, garantindo que todas as exigências técnicas sejam respeitadas.
Manutenção e apoio técnico
Mesmo enterrado, o sistema exige manutenção periódica, como limpeza das linhas e verificação da pressão. Há ainda protocolos específicos que incluem injeções regulares de produtos químicos para evitar a entrada de raízes no interior dos gotejadores.
“Ter o acompanhamento de um profissional faz toda a diferença. Ele ajuda a definir o projeto, a profundidade ideal e o tipo de tubo mais adequado. É isso que garante que o investimento dure e o produtor colha bons resultados”, reforça Torezani.




