Mais lidas 🔥

Inovação no campo
Nova variedade de banana chama atenção de produtores no ES

Rio Grande do Sul
Azeite brasileiro atinge nota máxima e é eleito o melhor do mundo em concurso na Suíça

Chuva de um lado, seca de outro
El Niño de 2026/2027 pode repetir a força e os impactos do fenômeno de 2015/2016?

Desenvolvimento rural
Mais de 161 mil mudas impulsionam produção no Norte do ES

Produção artesanal
Valença, no Rio de Janeiro, conquista 13 medalhas no Mundial do Queijo

Segundo dados recentemente divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) do Espírito Santo registrou crescimento de 14,9% entre 2022 e 2023 e, ao analisar o desempenho municipal, os números revelam um padrão evidente: localidades com forte presença da agropecuária apresentaram taxas de crescimento percentual significativamente superiores à média do Estado, superando, em muitos casos, centros urbanos de maior porte.
Entre os destaques do desempenho econômico está Santa Maria de Jetibá, que apresentou crescimento de 32,2% e passou a figurar entre os três maiores avanços percentuais do Espírito Santo. O resultado está diretamente associado ao perfil produtivo do município, referência nacional na avicultura de postura e na olericultura, atividades marcadas pela elevada agregação de valor e pelo forte encadeamento produtivo, que impulsionam de forma consistente o Produto Interno Bruto local.
Outro resultado expressivo foi o de Itarana, com crescimento de 31,4%. Mesmo sendo um município de pequeno porte, a combinação entre agricultura familiar diversificada, produção de café e hortaliças demonstra como territórios rurais bem estruturados conseguem expandir sua economia acima da média estadual. Já Sooretama, com 29%, apresenta uma base produtiva fortemente ligada à fruticultura, cafeicultura e silvicultura, evidenciando o impacto das cadeias agroindustriais consolidadas no desenvolvimento local.
Também se destacam Pedro Canário (27,9%), Anchieta (27,8%), Nova Venécia (27,6%), Linhares (26,8%) e São Mateus (26,2%), municípios onde a agropecuária — seja por meio do café, da fruticultura, da pecuária ou da silvicultura — mantém papel central na geração de renda e na expansão econômica.
Para o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, os dados confirmam a força do setor no desenvolvimento capixaba. “O crescimento do PIB nos municípios do interior mostra que a agropecuária é um dos principais motores da economia do Espírito Santo. Onde há produção organizada, tecnologia, assistência técnica e infraestrutura, há geração de renda, emprego e desenvolvimento regional”, destacou.
Crescimento agrícola versus grandes centros
Os números também chamam atenção ao comparar o desempenho de municípios rurais com os grandes centros urbanos. Vitória (16,8%), Vila Velha (16,2%) e Serra (8,3%), apesar de concentrarem volumes absolutos elevados de PIB, apresentaram crescimento percentual inferior ao de diversas localidades com base agrícola. O dado reforça que, no período analisado, o ritmo de expansão econômica foi mais intenso no interior produtivo do que nos polos metropolitanos.
Pequenos municípios, grandes variações
Municípios como Mucurici (25,0%), Dores do Rio Preto (24,7%), Santa Leopoldina (21,4%) e Governador Lindenberg (21,0%) ilustram como a agropecuária pode impulsionar resultados expressivos, mesmo em economias de menor porte. Nessas localidades, oscilações positivas na produção, nos preços agrícolas e no volume comercializado têm impacto direto e significativo no resultado econômico anual.
Segundo Enio Bergoli, o desafio é manter esse ritmo de crescimento de forma sustentável. “Os dados reforçam a importância de continuar investindo em infraestrutura, inovação, acesso a mercados e valorização da agricultura familiar. É assim que garantimos um crescimento consistente, equilibrado e com mais oportunidades para quem vive e produz no interior do Estado”, concluiu.




