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Café, fubá, feijão, doces, compotas, queijos, iogurtes, ovos, pescados, e muito mais, são apenas alguns dos itens da cadeia produtiva que estão sendo trabalhadas pelo Programa de Formalização das Agroindústrias Familiares, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural de Alegre. O objetivo do Programa é promover o fortalecimento de cada nicho dos setores produtivos nas propriedades rurais do município em diferentes níveis, agregando valor aos produtos alegrenses, gerando riqueza, emprego e renda das famílias produtoras.
Em 2017, o município tinha apenas 5 agroindústrias formalizadas. Nos últimos dois anos, o Programa conseguiu alcançar um total 16 agroindústrias de origem animal formalizadas. Além do trabalho em parceria com o Incaper com as agroindústrias de origem vegetal. Os produtores, estão devidamente formalizados no Serviço de Inspeção Municipal, na Vigilância Sanitária e também no Mapa. As ações do Programa, também orientam o produtor sobre todo o processo de implementação da Agroindústria.
A secretária municipal de Desenvolvimento Rural de Alegre, e economista doméstica, Alessandra Vasconcelos, explica que todo trabalho tem sido realizado de forma a dar condições do produtor manter o negócio. “O programa orienta desde a construção ou adequação do espaço da agroindústria até a comercialização, através das Feiras que acontecem no município, participação em eventos, participação nas políticas públicas como Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) ”.
Alessandra também explica que Alegre tem grande potencial para desenvolver este trabalho com as Agroindústrias. “Nosso objetivo é mostrar para o agricultor que é possível diversificar a sua produção e ir além do café. Com este incentivo, a geração de renda desses produtores é ampliada e a visão do negócio também, oportunizando novos horizontes para as famílias que vivem do campo ”.

Geração de Renda e Empreendedorismo
Sob a coordenação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Alegre concretiza seu ciclo de Feiras voltadas para o empreendedorismo. O objetivo é estimular a formalização dos microempreendedores que trabalhavam na informalidade, ou até mesmo estavam desempregados. Com edições solidificadas no distrito de Rive, Alegre e Café, as feiras também tem oportunizado espaço para que as agroindústrias do município desenvolvam seu trabalho e exponham seus produtos.
Na visão do secretário da pasta, Rodrigo Vargas, o ciclo de Feiras tem injetado um novo folego na economia municipal. “Ao sair da informalidade, estamos proporcionando condições de crédito, de capacitação, de acompanhamento do negócio através de entidades como o Sebrae, Bandes e a Agência do Nossocredito. As políticas desenvolvidas para estes empreendedores estão dando resultado e muitos já conseguiram aumentar sua renda e não abrem mão do espaço nas Feiras ”.
Para os agricultores dos familiares, o ciclo de Feiras é um complemento do trabalho realizado na Feira do Produtor de Alegre. “Com o programa de fortalecimento das agroindústrias em Alegre, temos a oportunidade de trabalhar o produto em um espaço diferenciado, com um público que talvez não teria acesso ao nosso produto e com isso estamos valorizando a matéria prima da nossa cidade ”, afirma o agricultor Djalma Vargas.
Da matéria-prima ao ponto de venda
“O programa abraça todas as etapas que o agricultor necessita entender. As capacitações aprimoram o trabalho dos produtores e o apoio de parceiros como Senar, Sebrae, entre outros, sustentam a nossa atuação enquanto secretaria ”, diz Alessandra.
Os agricultores estão sendo encorajados a trabalhar as vendas no município. Seja por encomendas, nas feiras, ou através dos supermercados da cidade. O contato com o público aproxima o campo da cidade, gera renda e novas oportunidades.




