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Os drones deixaram de ser novidade tecnológica para se tornarem protagonistas no campo. No agronegócio brasileiro, onde produtividade e sustentabilidade caminham lado a lado, essas aeronaves não tripuladas vêm ocupando um papel cada vez mais estratégico na agricultura de precisão — conectando dados, clima, solo e decisão em tempo real.
De acordo com a Forbes Agro (2025), o mercado global de drones agrícolas deve ultrapassar US$ 17,5 bilhões, e o Brasil se destaca por investir em tecnologia voltada à redução de custos e ao uso mais eficiente dos recursos. A Embrapa reforça esse avanço ao apontar que os drones já pulverizam até 100 hectares por dia, com custo entre R$ 100 e R$ 400 por hectare, oferecendo rapidez, precisão e menor impacto ambiental.
A aplicação localizada de defensivos e fertilizantes evita desperdícios e contaminações, enquanto o monitoramento aéreo antecipa falhas de plantio, pragas e deficiências nutricionais. A Sociedade Nacional de Agricultura (SNA) estima que essa previsão pode gerar economia de até 80% no uso de defensivos, tornando os drones acessíveis a produtores de todos os portes — especialmente por meio de serviços especializados que eliminam a necessidade de altos investimentos próprios.
O protagonismo dos drones não se limita à economia. Ele se estende à capacidade de antecipar e responder aos desafios do clima. Imagens multiespectrais capturam o comportamento do solo e da vegetação sob diferentes condições ambientais, permitindo ajustes rápidos em irrigação e manejo. Essa agilidade pode garantir maior uniformidade da lavoura e reduzir perdas, fatores decisivos para colheitas mais volumosas e consistentes.
Outro avanço importante vem do uso de drones para controle biológico de pragas, uma inovação em desenvolvimento pela Embrapa, em parceria com startups brasileiras. O equipamento libera inimigos naturais no ambiente, reduzindo a dependência de químicos e reforçando o compromisso do agro nacional com práticas sustentáveis.
Essa convergência entre tecnologia, gestão e sustentabilidade representa mais que uma tendência: é um novo paradigma produtivo. A agricultura de precisão com drones amplia o olhar do produtor, permitindo que cada hectare seja tratado de forma única — e cada decisão, baseada em evidências concretas.
O resultado é uma agricultura mais inteligente, rentável e resiliente. Dados capturados por drones orientam investimentos, evitam desperdícios e aumentam o retorno financeiro. Em um setor sensível a variações de preços, custos logísticos e fenômenos climáticos, cada litro de defensivo economizado ou cada hectare otimizado pode significar a diferença entre prejuízo e lucro.
O Brasil vive, portanto, uma nova etapa da revolução tecnológica no campo. Investir em drones não é apenas modernizar a produção — é garantir a sustentabilidade e a competitividade do agronegócio no futuro próximo.
Em tempos de margens apertadas e exigências ambientais crescentes, os drones consolidam-se como símbolo da agricultura que o país precisa: produtiva, inteligente e sustentável. Mais do que uma ferramenta, eles são a expressão de um agro que pensa alto, voa longe e colhe resultados recordes.
*Paula Cristiane Oliveira Braz é administradora, especialista em Agronegócios e tutora dos cursos de pós-graduação na área de Agronegócios do Centro Universitário Internacional Uninter.





