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A Suzano, maior produtora de celulose de eucalipto do mundo, afirmou nesta sexta-feira que os fundamentos do mercado da commodity usada na produção de papel mantêm características de demanda maior que a procura no médio a longo prazos, apesar do estoque de produto da empresa ter triplicado no início do ano, obrigando o grupo a reduzir a produção em 2019.
A ação da companhia foi destaque negativo do Ibovespa, caindo 8,72%, na maior perda de desde junho de 2018.
A companhia, que neste ano incorporou a Fibria, tinha no ano passado estoques de 1 milhão de toneladas, mas esse volume subiu para 3 milhões de toneladas no início deste ano.
O presidente da Suzano, Walter Schalka, disse a analistas e jornalistas que o foco da empresa é reduzir a produção e o estoque e “maximizar os ativos biológicos no longo prazo ”.
O executivo afirmou que a demanda na China por papéis sanitários está normal, mas a procura por papel de imprimir e escrever não, e que o problema está no meio da cadeia e não no consumo final, por causa da guerra comercial iniciada pelos Estados Unidos contra o país asiático.
Schalka afirmou que a demanda nos Estados Unidos está acima da média, mas não citou números. Questionado se a Suzano poderia deslocar parte de suas exportações para o país, Schalka rejeitou a ideia, afirmando que a companhia não está buscando ganhos de curto prazo, mas em garantir seus clientes no longo prazo.
Durante a apresentação, executivos da Suzano comentaram que a empresa viu melhoria nas condições de mercado na China em março e que o volume de vendas da empresa para o país ficou perto de níveis normais.
Apesar do relativo otimismo, com executivos citando que o mercado global de celulose terá um quadro de demanda maior que a oferta pelos próximos dois anos e meio a três anos, não foram divulgadas projeções sobre preços da commodity ou mesmo sobre para quanto irá cair o estoque da empresa.
Os executivos comentaram apenas que o inventário de celulose no final do ano cairá abaixo dos níveis atuais.
O corte de produção da Suzano para 2019 foi de até 12 por cento, para entre 9 milhões e 9,4 milhões de toneladas. Apesar disso, executivos da companhia afirmaram que, por ora, o plano de investimento de 6,4 bilhões de reais neste ano, dos quais 1,4 bilhão para compra de terras e florestas, está mantido. (*Por Alberto Alerigi Jr.)




