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As chuvas que ocorreram entre o final de maio e início deste mês no Sul de Minas comprometeram a qualidade da safra do café este ano. Além dos grãos que foram derrubados precocemente, a preocupação é quanto ao impacto dessa perda de qualidade nos preços e, consequentemente, na renda do produtor.
“A preocupação é que sabemos que isso vai impactar na renda do cafeicultor porque os dois anos anteriores foram de seca e produtividade baixa e 2016 era o ano da redenção. A perda de qualidade vai influenciar negativamente uma parte da safra e esta parte será vendida por preços menores. ”, afirmou o diretor da FAEMG e presidente das Comissões de Cafeicultura da entidade e CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), Breno Mesquita.
Segundo ele, com base na análise de técnicos e agrônomos da região, as chuvas fora de hora derrubaram precocemente de 30% a 40% dos grãos e isso prejudica a qualidade do café. Porém, em termos de quantidade, Mesquita explicou que os produtores só terão noção das consequências das chuvas quando os grãos forem beneficiados e, até o momento, apenas entre 10% e 15% da safra foram colhidas. “Por isso é precoce saber se tivemos perdas de quantidade também ”, frisou.
Em Minas, conforme dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a safra de café fechou 2014 em 22,9 milhões de sacas de 60 quilos, caiu para 22,3 milhões de sacas em 2015 e a previsão da CNA para este ano era que a safra mineira do grão atingiria 28,5 milhões, crescendo 27,8% em relação à do exercício passado. “Estamos com uma safra de volume bom, passamos por um ciclo bianual positivo e entendíamos que iríamos colher esse volume e de excelente qualidade ”, disse.
Para discutir as perdas causadas pelas intempéries climáticas, os sindicatos de Minas Gerais e também de São Paulo chegaram a realizar uma reunião em Cabo Verde (Sul de Minas), com a Comissão Técnica de Cafeicultura da Faemg no começo desta semana última. O encontro reuniu cerca de 40 pessoas entre lideranças, produtores e agrônomos da região.
Agora, a ideia da Faemg é fazer um levantamento dos prejuízos em todo o cinturão produtivo de café junto às cooperativas e sindicatos para ter um panorama geral e, se necessário, posteriormente pleitear ações do governo. Dentre as alternativas propostas estão a discussão do problema, orientação aos municípios afetados, e a instrução dos produtores para a negociação da produção.
De acordo com o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), o VBP (Valor Bruto da Produção Agropecuária) para 2016 em Minas, com base nos dados de maio, deve crescer 6,7% em relação ao ano passado, puxado exatamente pelo café arábica, devido ao seu desempenho e peso no agronegócio mineiro.
O VBP para o café arábica em 2016 foi estimado em R$ 13,2 bilhões, o que representa 37% do total para a agricultura no Estado. Na comparação com o ano passado, quando o VBP do produto chegou a R$ 10,9 bilhões, o aumento é de 21,8%. A projeção de evolução era baseada no aumento da produção do café arábica que passa por um ano bienalidade positiva, enquanto em anos anteriores a cultura enfrentou questões climáticas adversas.
Fonte: Agrolink





