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Se o Brasil é o grande celeiro do mundo, a tecnologia está fazendo com que ele seja cada vez mais automatizado e tecnológico.
O desenvolvimento de novas tecnologias para o agronegócio, como a criação de sementes mais resistentes à seca, o uso de softwares de gestão empresarial aplicado às fazendas, drones para visualizar melhor a área plantada, câmeras em três dimensões para ajudar a monitorar o peso do gado e até o uso de tratores autônomos, sem motorista, são apenas algumas ferramentas tecnológicas que vão ajudar a aumentar a produtividade no campo, tornando melhor a produção de carne, frutas, verduras, legumes e grãos, por exemplo.
“Já somos considerados uma potência na tecnologia agro, quando se fala em clima tropical. Sem dúvida, o Brasil é um grande player ”, destacou o chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Instrumentação, Wilson Tadeu Lopes da Silva.
Mas ele acredita que ainda é preciso avançar na capacitação da mão de obra no campo.
“Hoje, um problema é a falta de mão de obra devidamente capacitada em todos os níveis, desde o agricultor que opera a máquina até o engenheiro agrônomo. Precisa haver uma mudança cultural na capacitação que incorpore as novas tecnologias ”, ressaltou Silva.
Outro desafio comentado pelo especialista é a conectividade. O clima tropical brasileiro interfere no tráfego de dados dos equipamentos, com isso tecnologias desenvolvidas no exterior muitas vezes não funcionam aqui.
“Seja pela temperatura, vento, regime de chuva, acidez do nosso solo. A tecnologia tem de ser adaptada e desenvolvida em função das nossas dificuldades de conectividade ”, alertou.
Mas com o interesse cada vez maior de empresas do agronegócio em investir em tecnologias, os desafios poderão ser vencidos em breve.
No Espírito Santo, um grupo de empresários criou recentemente um veículo de investimento para incentivar empresas nascentes a desenvolverem tecnologia, o Agro fip.
“O agronegócio é uma das poucas áreas que cresceu em todos os anos de crise no Brasil. Ainda há um grande campo para entrada de novas tecnologias. O Brasil é referência em agronegócio, imagine se essa tecnologia for desenvolvida? ”, destacou Marcílio Riegert, parceiro do Agrofip.





