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De modo geral, a colheita do café é orientada pela coloração da casca dos frutos: vermelha no conilon e, no caso do arábica, amarela. A definição do ponto ideal de colheita pode representar a diferença entre uma safra mais lucrativa e perdas significativas na produção.
Esse processo de maturação ocorre em diferentes fases, que vão desde os frutos verdes até os secos, passando pelos estádios “cereja”, considerado o ideal, e “passa”, quando já há início de desidratação.
Um estudo desenvolvido pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), campus São Mateus, reforça que o estágio de maturação dos frutos é determinante para a qualidade dos grãos e o rendimento da colheita. Ao longo do trabalho, que durou dois anos, foram realizadas nove colheitas, de 14 em 14 dias, com vários genótipos de café conilon.

A pesquisa foi conduzida na fazenda experimental da universidade, no Programa de Pós-Graduação em Agricultura Tropical, a partir de uma dissertação de mestrado conduzida por Henzo Salvador, sob orientação do professor e pesquisador Fábio Luiz Partelli.
De acordo com os resultados do estudo, a evolução do amadurecimento está diretamente ligada ao peso dos grãos e ao rendimento final. Frutos colhidos com cerca de 90% de maturação apresentaram menores perdas de peso e, consequentemente, maiores ganhos.

De acordo com Partelli, o principal alerta é para a antecipação da colheita. Embora seja difícil atingir uma lavoura com maturação totalmente uniforme, o estudo indica que, em muitos casos, é possível aguardar mais alguns dias ou semanas para iniciar a colheita e, assim, reduzir perdas.
“Na pressa de começar a colher o café, há casos em que o produtor apanha frutos antes do ponto ideal, ainda verdes, o que pode comprometer parte significativa da produção, com perdas de 5%, 10% e até 40%”, destaca.
A recomendação é que o cafeicultor avalie o percentual de frutos maduros na lavoura antes de iniciar o processo, equilibrando a logística da propriedade com o ganho em qualidade e produtividade.
Os resultados foram publicados em revistas científicas internacionais, o que reforça a relevância do estudo. A pesquisa contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes).





