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Sustentabilidade

Sustentabilidade: indústrias do Espírito Santo apostam em ações para economizar água e energia

Empresas apostam no reúso da água e na geração de energia sustentável para contribuir com o meio ambiente e reduzir custos

por Assessoria de imprensa Findes

em 13/10/2021 às 16h59

4 min de leitura

Mesmo com o grande volume de chuvas registrado nos últimos dias, o Espírito Santo e o Brasil enfrentam um quadro de crise hidroenergética. Diante desse cenário – em que o país registra a sua pior seca dos últimos 91 anos -, diversos segmentos econômicos, a exemplo da indústria, estão com um sinal de alerta aceso sobre possíveis impactos. Mais do que isso, estão se antecipando e adotando ações que contribuam para economizar água e energia.

No Espírito Santo, diversas indústrias – de pequenas a grandes – já têm iniciativas nesse sentido. Segmentos como os da construção civil, de celulose, de mineração, de confecções, de rochas ornamentais, de transformação e de alimentos já incorporaram políticas sustentáveis e têm no radar novos investimentos que aliam o cuidado com o meio ambiente e a redução de custos.

O reúso da água, a filtragem dessa fonte hídrica para o reaproveitamento, sistemas tecnológicos que demandam menos volumes, estruturas para reserva de água, entre outras ações passaram a ser implementadas por indústrias capixabas em seus processos. Além disso, cada vez mais as empresas estão utilizando fontes de geração de energia limpa, como a solar, a eólica e a biomassa.

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Água e indústria

Dados de 2020 da Agência Nacional de Águas (ANA) indicam que o setor industrial representa 9,7% do consumo de água no Brasil. No Espírito Santo, conforme o mesmo levantamento, a Indústria responde por apenas 2,28% de toda a água consumida.

Esse percentual coloca a indústria capixaba entre as dez do país que menos consomem água. No ranking nacional, o Espírito Santo é o oitavo colocado, atrás de Amapá (0,72%), Rio de Grande do Sul (1,07%), Rondônia (1,61%), Roraima (1,8%), Bahia (1,85%), Tocantins (2%) e Acre (2,15%).

A presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Cris Samorini, destaca que esse desempenho está relacionado à preocupação que as empresas locais têm com a eficiência no uso da água, o que faz com que o tema ocupe lugar de destaque nas estratégias competitivas das indústrias.

Para ela, mesmo que já existam iniciativas para economia dos recursos naturais em curso, o momento vivido pelo Estado e pelo país requer ainda mais atenção e a mobilização conjunta para o enfrentamento do problema. Cris defende que todos os tipos de consumidores devem buscar formas de reduzir o consumo hidroenergético.

“A indústria já vem tendo esse tipo de compromisso nos últimos anos e nós da Federação vamos sempre estimular as empresas a investirem cada vez mais em iniciativas nessa direção. Ao incentivarmos a gestão mais sustentável dos recursos hidroenergéticos e a adoção de tecnologias com esse fim, estaremos cuidando melhor do meio ambiente e trazendo mais eficiência e menos custos para as atividades empresariais.”

Cris lembra que a Federação criou no início do mês de setembro um Grupo de Trabalho Técnico para debater o tema, avaliar ações de curto prazo e propor alternativas de médio e longo prazo que possam diminuir o impacto de possíveis novas crises.

“Também promovemos uma reunião com o secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Christiano Vieira da Silva, que falou sobre o enfrentamento à crise hidroenergética no Brasil. Ou seja, a Findes, não está apática à situação. Vamos continuar contribuindo para apresentar soluções que beneficiem os capixabas e garantam o desenvolvimento do Espírito Santo.”

Sustentabilidade é a palavra

Entre as empresas que atuam no Estado e adotam práticas sustentáveis estão a Real Café, a Villoni Alimentos e a ArcelorMittal Tubarão. A siderúrgica, por exemplo, tem feitos investimentos contínuos na área hídrica: 97,7% da água doce utilizada são recirculadas e/ou reaproveitadas internamente. Além disso, a empresa deu início à operação, no mês de setembro, à sua planta de dessalinização de água do mar, projeto inédito no Brasil, que produzirá até 500m³/h de água industrial para o sistema de água da empresa. Também tem promovido a recuperação de nascentes da Bacia do Santa Maria da Vitória conjuntamente com o Comitê de Bacia do Santa Maria da Vitória, Incaper, Ministério Público Estadual, Seama, Prefeitura de Santa Leopoldina e agricultores da região. O projeto visa a estudar as melhores técnicas de recuperação de nascentes e realizar o cercamento de 55 nascentes na região de Crubixá.

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