Mais lidas 🔥

Inovação no campo
Nova variedade de banana chama atenção de produtores no ES

Rio Grande do Sul
Azeite brasileiro atinge nota máxima e é eleito o melhor do mundo em concurso na Suíça

Chuva de um lado, seca de outro
El Niño de 2026/2027 pode repetir a força e os impactos do fenômeno de 2015/2016?

Desenvolvimento rural
Mais de 161 mil mudas impulsionam produção no Norte do ES

Produção artesanal
Valença, no Rio de Janeiro, conquista 13 medalhas no Mundial do Queijo

Frear as emissões de carbono a fim de limitar as mudanças climáticas “é o maior desafio que a humanidade já enfrentou”. As palavras são de Carlos Nobre, climatologista um dos principais cientistas brasileiros que atua na linha de frente em pesquisas sobre a devastação da Amazônia. Segundo Nobre, se o acordo de Paris, que propõe limitar o aquecimento global a 1,5°C até 2100, não for levado a sério, o Norte do Espírito Santo se tornará semiárido. E mais: o semiárido vai se expandir para o Sul e pegará uma boa parte do Espírito Santo.
“A agricultura como conhecemos hoje no Estado não seria mais possível. A Mata Atlântica desapareceria e seria substituída por uma espécie de caatinga, alguns outros lugares do Estado, numa savana. Mas algumas florestas remanescentes ficariam no Sul e em algumas regiões mais altas”, explica o climatologista, que falará de forma on-line no seminário Sustentabilidade Capixaba, nos dias 13 e 14 de junho em Linhares, Norte do Espírito Santo.
Climatologista faz alerta
Para chegar ao limite de aumento de temperaturas em 1,5°C, a tarefa é hercúlea, mas não impossível. Será necessário reduzir em 50% as emissões de carbono até 2030 e zerar as emissões até 2050. ”E se todos nós – e nem imagino aceitar essa trajetória – continuarmos a emitir muitos gases de efeito estufa, ou reduzirmos muito pouco, o Espírito Santo vai mudar totalmente. O clima será outro, e muito diferente do clima de décadas, séculos, milênios”.
Mas, mesmo no cenário mais positivo, com redução de emissões de carbono dentro dos parâmetros acordados, o Estado enfrentará desafios gigantescos nos próximos séculos. “O nível do mar, mesmo com um 1,5°C, aumentará entre 50 e 70 cm até 2100. Mas continuará aumentando por mais de mil anos. E esse nível do mar, pode aumentar um metro e meio em 500 anos e três metros em mil anos. Lógico, é um período longo, é difícil até imaginar como a humanidade estará até lá mas, de qualquer modo, podemos imaginar que uma cidade como Vitória ou outra na costa do Espírito Santo, em alguns séculos, estará abaixo do nível do mar, afetando a vida de milhões de pessoas”.





