Mais lidas 🔥

Na Vila Batista
Vila Velha certifica sua primeira agroindústria de mel

Mercado
Preços do mamão formosa sobem com oferta menor nas principais regiões

Reconhecimento nacional!
Conexão Safra vence o Prêmio Ibá de Jornalismo 2025

De quarta para quinta
Veja as 55 cidades capixabas que estão sob alerta vermelho para temporais

Momento de atenção!
Espírito Santo tem alerta por risco de granizo e tempestades; veja as cidades

A saúde mental dos produtores rurais tem ganhado espaço nas políticas de atendimento do campo. Com o lançamento do programa Saúde no Campo, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Espírito Santo (Senar-ES) busca ampliar o olhar para além das consultas de rotina, levando assistência física e psicológica a agricultores e suas famílias.
O projeto, criado pelo Sistema CNA/Senar, inclui visitas domiciliares e acompanhamento via celular, por meio do Telessaúde no Campo, com equipes formadas por técnicos de saúde rural preparados para identificar questões relacionadas ao bem-estar mental. A proposta é suprir uma lacuna de atenção ao público rural, muitas vezes distante de serviços especializados.
“O meio urbano recebe mais atenção, mas o rural fica esquecido. E não estamos falando apenas dos adultos: adolescentes e jovens também têm enfrentado problemas graves, como o uso de drogas e alcoolismo. É um desafio que impacta toda a família e até mesmo o processo de sucessão no campo”, explica a superintendente do Senar-ES, Letícia Simões.
O programa atua de forma preventiva, acolhendo o trabalhador rural e oferecendo orientação. Segundo Letícia, cada visita deve atender não apenas o produtor, mas também os familiares e funcionários da propriedade. “Se um produtor tem dez trabalhadores, todos serão avaliados. É um atendimento que chega a quem realmente precisa, diretamente na comunidade rural”, detalha.
Além do acompanhamento mensal, o Saúde no Campo também prevê ações integrativas, em parceria com sindicatos rurais e instituições de saúde, para ampliar a rede de apoio. O foco é garantir diagnósticos precoces, orientar sobre problemas de saúde mental e encaminhar casos mais complexos para acompanhamento especializado.
Para a superintendente, o programa responde a uma necessidade urgente. “Percebemos que nossos técnicos da assistência, muitas vezes, acabavam virando ‘psicólogos’ sem formação específica, porque o produtor rural desabafava sobre questões pessoais e até sintomas de depressão. Agora, teremos profissionais capacitados para ouvir, orientar e encaminhar esses casos. É um passo importante para que o homem e a mulher do campo tenham acesso a um cuidado completo.”
O Saúde no Campo já está em andamento no Espírito Santo e deve contemplar inicialmente 450 produtores, com expansão prevista para os próximos anos. Outra novidade é a chegada de um programa complementar, que pretende atuar também nos distritos rurais mais isolados, onde o acesso a agentes de saúde é precário.
Com isso, o Senar-ES espera reduzir índices de adoecimento silencioso no campo, muitas vezes agravados pela solidão, pela sobrecarga de trabalho e pela falta de informação.
“Cuidar do corpo é importante, mas cuidar da mente é urgente. É isso que queremos levar ao campo: informação, acolhimento e acesso à saúde de verdade”, reforça Letícia Simões.
Comissão aprova política nacional de saúde mental para agricultores familiares

A Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1751/25, do deputado Leo Prates (PDT-BA), que cria a Política Nacional de Saúde Mental para a Agricultura Familiar. A proposta busca prevenir, tratar e reabilitar transtornos mentais em populações rurais.
O programa prevê acolhimento em unidades básicas de saúde, terapia comunitária, campanhas educativas e prevenção ao suicídio, além de parcerias com instituições especializadas.
O relator, deputado Alexandre Guimarães (MDB-TO), destacou que agricultores enfrentam isolamento, dificuldades econômicas e pressão por produtividade, fatores que elevam o risco de doenças mentais e suicídios. “O número de casos na agropecuária é maior que em outras atividades e cresce a cada ano”, afirmou.
A política poderá ser coordenada pelo Ministério da Saúde, em conjunto com a Rede de Atenção Psicossocial do SUS, com recursos previstos no orçamento e no Plano Plurianual.
O projeto tramita em caráter conclusivo e seguirá para análise das comissões de Saúde; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça. Para se tornar lei, ainda precisa da aprovação da Câmara e do Senado.





