Mais lidas 🔥

Premiação internacional
Do cafezal ao Vale do Silício: capixaba conquista prêmio internacional com invenção

Lucas Souza Alves, jovem do Caparaó, especialista em cafés, morre aos 24 anos em grave acidente

Café de valor agregado
Nova modalidade de café chega ao Vale do Jequitinhonha com financiamento do BNB

Cotações
Café, boi e hortifrúti: confira as cotações do dia 26 de agosto

Artigo
Ameaça à cafeicultura brasileira

Os prejuízos ambientais causados pela pesca com rede de arrasto foram abordados pelo deputado Dr. Rafael Favatto (Patri) na sessão ordinária desta quarta-feira (16). O parlamentar elencou as inúmeras espécies marinhas que são afetadas pela prática, registrada no litoral do Espírito Santo.
Favato alertou para os perigos da atividade, que pode afetar o ecossistema marinho de maneira grave e, em alguns casos, definitiva, já que a rede de arrasto não captura apenas peixes e crustáceos, mas também outras espécies, como esponjas e estrelas-do-mar, corais, algas e todos os outros seres vivos que estiverem ao alcance da malha.
Ele chamou atenção para a pesca de arrasto em profundidade, que, segundo ele, consegue alcançar mais espécies e é extremamente prejudicial porque elimina inúmeros organismos marinhos.
“O fundo do mar está virando um deserto. A pesca com rede de arrasto não leva apenas aquilo que é para uso comercial, mas uma grande quantidade de seres essenciais para o equilíbrio no fundo do mar. Em um passado recente tivemos exemplos de espécies de peixes que praticamente desapareceram da nossa mesa por causa da captura indiscriminada, como o peroá, por exemplo ”, afirmou o deputado.
Álbum de fotos da sessão desta quarta-feira
Pesca de arrasto
É uma modalidade de captura de peixes e crustáceos realizada em profundidade, por meio de uma embarcação com a rede sendo tracionada ao longo da camada de água. Presa ao barco, a rede consegue alcançar uma área maior e mais profunda do oceano.
Em 2019, começou a tramitar na Câmara Federal o Projeto de Lei 3326/2019, que proíbe a pesca de arrasto no litoral capixaba. A proposta do deputado federal Helder Salomão (PT-ES) veta a captura de algumas espécies de camarão, como o camarão-rosa, camarão-sete-barbas, camarão-branco, camarão-vermelho e camarão-barba-ruça, no período entre 1° de dezembro e 29 de fevereiro. As informações são do Portal da Câmara dos Deputados.
Educação
O protocolo criado pela Secretaria de Estado de Educação (Sedu) para retorno às aulas na rede pública estadual também esteve em pauta na sessão. Sergio Majeski (PSB) criticou novamente o documento e solicitou à Comissão de Educação da Casa que convocasse o representante da Sedu para debater a situação. Para o parlamentar, a construção do protocolo não contemplou de forma correta as necessidades de alunos e profissionais do setor.
Perícia
Hoje é o Dia do Auxiliar de Perícia Médico-Legal e o deputado Delegado Danilo Bahiense (sem partido) lembrou a importância desses servidores. Segundo ele, esses profissionais executam trabalho muito importante no recolhimento e processamento de cadáveres, mas não são valorizados pelo Estado.
“Em 1990, o Espírito Santo contava com 99 auxiliares de perícia médica. Passados 30 anos, temos apenas 30 deles. É lamentável! ”, afirmou Bahiense.




