Mais lidas 🔥

Inovação no campo
Nova variedade de banana chama atenção de produtores no ES

Rio Grande do Sul
Azeite brasileiro atinge nota máxima e é eleito o melhor do mundo em concurso na Suíça

Chuva de um lado, seca de outro
El Niño de 2026/2027 pode repetir a força e os impactos do fenômeno de 2015/2016?

Desenvolvimento rural
Mais de 161 mil mudas impulsionam produção no Norte do ES

Produção artesanal
Valença, no Rio de Janeiro, conquista 13 medalhas no Mundial do Queijo

O projeto “Peixes pro Amanhã” acompanha, desde 2023, as comunidades de peixes recifais das Ilhas de Guarapari (Escalvada, Rasas e Três Ilhas), com foco especial em espécies-alvo da pesca comercial e ameaçadas de extinção. Apoiada pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), como fruto da cooperação com a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), a pesquisa pretende fornecer informações atuais sobre a distribuição e a abundância desses peixes.
Por intermédio do Núcleo de Informação e Conservação de Biodiversidade (NUBIO), a iniciativa busca contribuir para a construção de um panorama atualizado sobre as populações de peixes na região. Na última semana, uma equipe composta pelo coordenador do projeto, Ciro Vilar; pelos estudantes de Oceanografia da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Vinícius Martins e Samuel Xavier; e pelos servidores do Iema, Marcelo Nascimento e Rafael Boni, realizou novas atividades de monitoramento na região.
Apenas entre as últimas quarta-feira (19) e sexta-feira (21), foram captadas cerca de 27 horas de vídeos nas Ilhas Rasas e Escalvada, bem como no Arquipélago das Três Ilhas. Os dados levantados de 2023 até o momento indicam a identificação de 143 espécies de peixes, totalizando 8.267 indivíduos. Entre eles, foram registradas 15 espécies ameaçadas de extinção em níveis estadual e/ou nacional. Além disso, um dos peixes observados a cerca de 60 metros de profundidade pode representar uma nova espécie para a ciência.
O diretor-presidente do Iema, Mário Louzada, destacou a importância da pesquisa para embasar ações de conservação. “O monitoramento contínuo dessas espécies nos permite entender melhor os impactos ambientais e adotar medidas eficazes para a preservação dos ecossistemas costeiros do Estado”, afirmou.
Para mais informações, o relatório do projeto pode ser acessado aqui.




