ESPECIAL PECUÁRIA

Carne de qualidade: quando a sinergia entre cooperado e cooperativa gera bons negócios

A história começou com o pai, que criava aves. Eder Berger, então, apostou na suinocultura. Hoje, ele cria gado das raças Senepol, Nelore e Angus.

*Fotos: Divulgação

Diversificação e qualidade. Essas são as palavras que moldam o trabalho do pecuarista Eder Berger, de Córrego do Ouro, Santa Maria de Jetibá, na região serrana capixaba. A história começou com o pai, que criava aves. Eder Berger, então, apostou na suinocultura. Hoje, ele cria gado das raças Senepol, Nelore e Angus.

E a mudança no campo gerou ainda mais mudanças no entorno. Quando começou com gado de corte, Berger, que já era cliente das rações da Coopeavi, buscou, na cooperativa, insumos que atendessem a sua demanda. “Hoje compramos toda a ração do gado, que é confinado, com a cooperativa. Eles oferecem uma ração do jeito que eu preciso”, conta.

E esse cuidado e sinergia entre cooperativa e cooperado gerou bons negócios. Há algumas semanas, o pecuarista vendeu um lote de gado confinado, das raças Angus, Nelore e Senepol. A ideia de diversificar as raças também foi importante, afirma Berger. “O Angus se adapta muito bem ao clima e é um animal muito precoce. A carne é macia, há muita gordura entremeando a carne. A alimentação é simples e é um gado muito bom pra lidar. Vendemos, há algumas semanas, 38 cabeças”.

Agora, há um outro lote de 25 cabeças indo para o confinamento, conta. “Primeiro, tem que ganhar mais peso para confinar, ou seja, será daqui uns noventa dias. No confinamento, eles ficam de noventa a cem dias e vão para o abate. Com certeza a variedade ajuda muito, são três raças que ganham peso rápido e precoce. Em vinte e quatro meses, já podem ir para o abate”, explica.

Necessidades identificadas

Essa parceria toda surgiu quando o gerente regional de Nutrição Animal da Coopeavi, Ederson Abeldt, o zootecnista da cooperativa, Felipe Petrucci, e o vendedor externo da loja matriz foram até a propriedade, conheceram toda a estrutura na criação de diversas raças e identificaram as necessidades nutricionais para gerar um produto querido pelo mercado. “A ração estava dando muita gordura nos animais, não dava acabamento bom na carne, estava tendo reclamações com os clientes de carne, e queria uma opção nova”, afirma Eder.

Foi aí que a Coopeavi propôs uma ração de acordo com as necessidades do pecuarista. A cooperativa, ainda, manteve o preço para ele terminar o trato dos animais. “A ração é produzida em Baixo Guandu e formulada, de excelente qualidade. É um produto que entrega um ganho de peso maior, com crescimento da carne, da carcaça. Isso gera uma carne no padrão exigido pelo mercado”, explica o gerente da loja matriz da Coopeavi, Sidalio Sotele Mattedi.

É uma parceria de ganha-ganha. Berger tem um açougue, está estruturando um frigorífico na propriedade, saindo da parte artesanal, e passará a ter Serviço de Inspeção Federal (SIF) registrado. Quer produzir carnes e linguiças com marca própria. E a Coopeavi caminha ao lado das mudanças no campo, entregando soluções aos cooperados.

Sobre o autor Fernanda Zandonadi Desde 2001, Fernanda Zandonadi atua como jornalista, destacando-se pelo alto profissionalismo e pela excelência na escrita de suas reportagens especiais. Tem um conhecimento aprofundado em agronegócio, cooperativismo e economia, com a habilidade de traduzir temas complexos em textos de grande impacto e relevância. Seu rigor e qualidade na apuração e narração de histórias do setor garantiram que seu trabalho fosse constantemente reconhecido pela crítica especializada, o que a levou a conquistar múltiplas distinções e reconhecimentos em premiações regionais e nacionais de jornalismo. Ver mais conteúdos