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*Por Reinaldo Azevedo, jornalista e comentarista do Rede TV News
Conversei com produtores rurais pesos-pesados. Por ora, preferem o silêncio. Veem com apreensão a fusão e têm certeza de que o arranjo tende a não dar certo. Acham que as denúncias de agressão ao meio ambiente não tardarão a ganhar o noticiário nacional e internacional e que isso pode criar dificuldades à exportação. Dizem ainda que a fusão aposta que o Ministério Público se quedará inerme, coisa na qual não acreditam. Nesse particular, Bolsonaro está ouvindo o alarido de alguns produtores que ainda veem o meio ambiente como adversário da produção, daí o casamento forçado. O agronegócio de ponta já superou essa contradição e acredita numa convivência harmônica, mas mantida a independência de cada pasta.
Bem, meus caros, se Bolsonaro continuar nessa toada, não resta alternativa que não o tempo. Cumpre ainda lembrar que o Meio Ambiente, por incrível que pareça, tem uma abrangência muito maior na administração do que a agricultura e pecuária. Toda a área de infraestrutura demanda licenciamento ambiental e mexe com franjas muito sensíveis da reputação do país no mundo. Bolsonaro ainda não foi eleito, mas será. Está em tempo de recuar. Mas não vai. Ao jornalismo de análise cumpre, entre outras coisas, fazer a advertência. Qual o meu interesse nisso? Bem, o máximo de terra agriculturável que tenho está em vasos na sacada do meu apartamento. E, do ambientalismo, o máximo que coleciono são alguns petardos.
Mesmo assim, não perdi meu amor pela lógica e meu apreço pelo óbvio. (*Fonte: Blog Reinaldo Azevedo)





