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Opinião

E agora? Qual será o futuro do Brasil?

por Redação Conexão Safra

em 19/05/2016 às 0h00

3 min de leitura

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Vinícius André de Oliveira

Quanto ao futuro do Brasil ninguém sabe, mas pelo menos quanto à economia brasileira a expectativa já é outra. Não canso de dizer aqui que o mercado financeiro vive de expectativas e não há como negar que essas são as melhores possíveis nesse momento. E tudo isso por quê? Por que saiu de cena um fracasso da administração pública, bitolado em sua ideologia de aversão ao lucro, de sua enorme capacidade de destruição do ambiente de negócios e da total falta de habilidade na articulação política? Não só por isso, pois infelizmente se olharmos de maneira criteriosa e sem qualquer apego político-partidário e focarmos apenas no desempenho da economia ao longo dessas últimas duas gestões, tudo isso é verdadeiro, mas também por sua falta de humildade para reconhecer esses erros. Então colocados esses fatos, é inegável a esperança positiva de todos os setores agora, indiferentemente de quem viesse a assumir a presidência da república.

Porém, assume o cargo uma pessoa que talvez não seja exemplo de retidão e ética, mas com algumas qualidades necessárias para conduzir o país ao rumo certo e certamente com muita vontade de ser bem sucedido em suas ideias.

Para isso, primeiramente buscou qualidade nos nomes que irão compor a equipe econômica. Henrique Meirelles para o Ministério da Fazenda sem dúvida tem capacidade e competência para por em prática o ajuste fiscal que ninguém fez até hoje. Tem a intenção de tornar de fato o Banco Central independente, banco esse que continuará sendo presidido por Alexandre Tombini &ndash, uma pena que o economista-chefe do Banco Itaú, Ilan Goldfajn, não tenha assumido o posto.

Em segundo lugar, a capacidade de articulação política de Temer é infinitamente maior que de sua antecessora o que facilitará e muito a aprovação de medidas no congresso.

Por fim, o ex-ministro Moreira Franco ficará responsável por coordenar todos os projetos relacionados às PPP’s (Parceiras Público-Privadas) e tentará impulsionar as concessões.

Só para exemplificar o poder das expectativas que mencionei no começo do texto, coloco aqui um caso dentre vários, de empresas que tinham a intenção de realizar mais demissões e que não farão até que possam sentir o cenário político-econômico nos próximos meses. A Fadel, transportadora de cargas com faturamento de R$300 milhões e que atende clientes como Bunge e Danone que tinha programado mais 600 desligamentos de um total de 2400 funcionários suspendeu temporariamente esses processos.

A maior dificuldade de Temer, talvez, seja o pouco tempo que terá para implementar tantas medidas necessárias, pois dentro desses próximos 180 dias existe o recesso parlamentar em julho e as olimpíadas em agosto. Depois disso, tudo fixará mais lento em Brasília devido às eleições municipais em outubro.

Mesmo assim, devemos torcer para que tudo dê certo e para que o país volte a recuperar o tempo perdido o mais rádio possível desenhando um futuro que ainda não sabemos que cenário nos trará, mas que certamente será melhor que o passado recente.

Fonte: Agrolink

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