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Jose Luiz Tejon Megido
Tem sido alertado que um dos maiores obstáculos para o agro nacional será a baixíssima competitividade do Brasil e da indústria brasileira. E é fácil de entender. O maior cliente do agro nacional é a China, porém o maior inimigo da indústria nacional é a China.
De um lado a CNA (Confederação Nacional da Agropecuária) tem na China o motivo do crescimento do agro nacional, cliente número 1. De outro, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) diz que é impossível competir com os produtos chineses.
Mas e então? Tudo seria fácil se não fossem as dificuldades. A China acaba de se declarar economia de mercado, e isso significa que somamos simplesmente 358 medidas antidumping do Brasil contra produtos chineses.
A nova posição chinesa abre período de confusão e tensão, pois os chineses irão pleitear reciprocidade comercial e o porta-voz do governo chinês, senhor Shen Danyang, disse: “”as medidas necessárias serão tomadas”” avisando que essas medidas deverão atender ao Ministério do Comércio chinês que exige uma declaração de que a China é uma economia de mercado, e isso daria à ela o direito de ser tratada como os demais países abertos do mundo, ou seja, sem discriminação comercial ou barreiras extras.
A indústria apregoa que, se o Brasil declarar aceitar a China como economia de mercado, perderemos 18 bilhões de reais e diminuiremos em 66 mil empregos por ano, caso as 52 medidas antidumping sejam levantadas.
E agora? Somos competitivos na agropecuária, não competitivos na indústria, logística, custos, regras trabalhistas. Mas em contrapartida, temos baixa inovação e produtividade industrial, comercial e de orquestração de cadeias produtivas.
Uma pororoca de interesses e conflitos surgem no horizonte. Competitividade na agropecuária, não competitividade na indústria. Com esse governo, com esses impostos e com essa incompetência de governança público privada, não vai dar. E poderemos ainda prejudicar o agro nacional por uma equivocada política de competitividade da nossa indústria. Precisamos pensar na agroindústria como uma coisa só. Uma revolução e integração, com um ministério da cadeia produtiva do agronegócio, isso sim. Ciência, agropecuária, indústria, comércio e serviços. Tudo é Agro.
Sobre o CCAS
O Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) é uma organização da Sociedade Civil, criada em 15 de abril de 2011, com domicilio, sede e foro no município de São Paulo-SP, com o objetivo precípuo de discutir temas relacionados à sustentabilidade da agricultura e se posicionar, de maneira clara, sobre o assunto.
O CCAS é uma entidade privada, de natureza associativa, sem fins econômicos, pautando suas ações na imparcialidade, ética e transparência, sempre valorizando o conhecimento científico.
Os associados do CCAS são profissionais de diferentes formações e áreas de atuação, tanto na área pública quanto privada, que comungam o objetivo comum de pugnar pela sustentabilidade da agricultura brasileira. São profissionais que se destacam por suas atividades técnico-científicas e que se dispõem a apresentar fatos concretos, lastreados em verdades científicas, para comprovar a sustentabilidade das atividades agrícolas.
A agricultura, apesar da sua importância fundamental para o país e para cada cidadão, tem sua reputação e imagem em construção, alternando percepções positivas e negativas, não condizentes com a realidade. É preciso que professores, pesquisadores e especialistas no tema apresentem e discutam suas teses, estudos e opiniões, para melhor informação da sociedade. É importante que todo o conhecimento acumulado nas Universidades e Instituições de Pesquisa seja colocado à disposição da população, para que a realidade da agricultura, em especial seu caráter de sustentabilidade, transpareça.
Mais informações no website: http://agriculturasustentavel.org.br/.
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