Mais lidas 🔥

Relatório IMBR Agro
El Niño na safra 2026/2027: saiba como ficarão as chuvas em cada região e qual será o mês mais crítico

Empreendedorismo no café
Empreendedor transforma Kombi em ponto de venda dos cafés de qualidade que ele mesmo produz

Redes sociais
Brasil terá um megaterremoto em setembro? Rede Sismográfica desmente previsão

28 de julho, Dia do Agricultor
O café que trouxe uma geração de volta ao sítio centenário

Infraestrutura a serviço do agro
Complexo logístico com pista de pouso deve reunir mais de 20 empresas em Pinheiros

As cotações de mamão apresentaram um cenário de declínio contínuo durante a última semana, compreendida entre 24 e 28 de março, nas principais regiões produtoras do país. A informação, levantada por agentes consultados pelo Hortifrúti/Cepea, revela uma tendência de baixa nos preços praticados tanto para o mamão havaí quanto para o formosa, impactando diretamente a rentabilidade dos produtores neste período.
No Norte do Espírito Santo, o mamão havaí, com peso entre 12 e 18 unidades por caixa, foi negociado a uma média de R$ 1,82 por quilo, representando um recuo significativo de 20% em comparação com a semana anterior. A variedade formosa também sofreu depreciação no Sul da Bahia, onde o preço de comercialização atingiu R$ 2,25/kg, uma queda ainda mais expressiva, de 25%. Este panorama negativo é atribuído, principalmente, à qualidade inferior dos frutos, um fator que tem dificultado a comercialização ao longo da segunda quinzena de março.
Produtores relatam que as temperaturas mais elevadas registradas na última semana aceleraram o processo de maturação do mamão, resultando em um leve aumento da oferta no mercado. Essa maior disponibilidade, aliada à menor qualidade dos frutos e ao encerramento do mês, restringiu o potencial de recuperação das cotações. Em contrapartida, na Ceagesp, o mamão havaí com calibre entre 15 e 18 unidades por caixa manteve-se estável, sendo vendido a R$ 40,00 por caixa de 8 kg em relação à semana precedente.
Para a próxima semana, a previsão da Climatempo indica a possibilidade de chuvas passageiras na região Norte do Espírito Santo, o que pode gerar novos desafios fitossanitários para a cultura. No que diz respeito à demanda, a expectativa é de que a procura pela fruta possa aumentar com a chegada do novo mês, especialmente a partir do quinto dia útil, impulsionada pelo recebimento dos salários.




