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As cotações de mamão apresentaram um cenário de declínio contínuo durante a última semana, compreendida entre 24 e 28 de março, nas principais regiões produtoras do país. A informação, levantada por agentes consultados pelo Hortifrúti/Cepea, revela uma tendência de baixa nos preços praticados tanto para o mamão havaí quanto para o formosa, impactando diretamente a rentabilidade dos produtores neste período.
No Norte do Espírito Santo, o mamão havaí, com peso entre 12 e 18 unidades por caixa, foi negociado a uma média de R$ 1,82 por quilo, representando um recuo significativo de 20% em comparação com a semana anterior. A variedade formosa também sofreu depreciação no Sul da Bahia, onde o preço de comercialização atingiu R$ 2,25/kg, uma queda ainda mais expressiva, de 25%. Este panorama negativo é atribuído, principalmente, à qualidade inferior dos frutos, um fator que tem dificultado a comercialização ao longo da segunda quinzena de março.
Produtores relatam que as temperaturas mais elevadas registradas na última semana aceleraram o processo de maturação do mamão, resultando em um leve aumento da oferta no mercado. Essa maior disponibilidade, aliada à menor qualidade dos frutos e ao encerramento do mês, restringiu o potencial de recuperação das cotações. Em contrapartida, na Ceagesp, o mamão havaí com calibre entre 15 e 18 unidades por caixa manteve-se estável, sendo vendido a R$ 40,00 por caixa de 8 kg em relação à semana precedente.
Para a próxima semana, a previsão da Climatempo indica a possibilidade de chuvas passageiras na região Norte do Espírito Santo, o que pode gerar novos desafios fitossanitários para a cultura. No que diz respeito à demanda, a expectativa é de que a procura pela fruta possa aumentar com a chegada do novo mês, especialmente a partir do quinto dia útil, impulsionada pelo recebimento dos salários.





