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Diferente do que ocorreu no primeiro trimestre deste ano, quando faltou mamão no mercado e os produtores venderam a fruta a R$ 9, 10 o quilo, agora a situação é inversa. O quilo está sendo comercializado entre R$ 0,30 e 0,50 centavos.
O presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Papaya (Brapex), José Roberto Macedo Fontes, disse que praticamente todos os produtores estão perdendo fruta na roça.
“Nós estamos em uma época do ano em que naturalmente se consome menos produtos tropicais, inclusive o mamão. Por outro lado, tivemos uma formação de cacho interessante e estamos com uma oferta exagerada da fruta”, explica Fontes.
Produtor há 30 anos, Sávio Cazelli Torezani, endossa o que disse o presidente da Brapex. Ele conta que um desequilíbrio climático fez as frutas amadurecerem três vezes mais rápido que o normal e o mercado não dá conta de absorver.
“O mercado tem uma capacidade grande para absorver um aumento da produção de mamão, mas dessa vez o volume foi tão alto que, mesmo em oferta e com preços baixos, não foi suficiente para absorver todas as frutas que foram produzidas nos últimos 45 dias. Lavouras que produziam em média uma a duas frutas por planta por semana, passaram a produzir de sete a 10 frutas e isso fez com que a demanda não acompanhasse a oferta e consequentemente as frutas amadureceram nas plantas e foram descartadas ainda no campo”.
Sávio disse ainda que “além da questão climática, também ocorreu um aumento considerável das áreas plantadas em virtude dos bons preços que os produtores venderam as frutas nos últimos 30 meses, o que também ajudou a aumentar a oferta e derrubar a cotação atualmente”, explica.
O produtor Arthur Orletti Sanders, de Pinheiros, conta que, com muita oferta e pouca demanda, os compradores estão adquirindo as melhores frutas do mercado, o que tem evitado um prejuízo maior para ele.
“O mercado de mamão, de forma geral, está muito ruim, muita gente perdendo tudo. Estamos conseguindo escoar nossa produção no limite, graças à qualidade da fruta e as parcerias comerciais que já temos estabelecidas. Se ficarmos um dia sem vender, nós perdemos“.
Arthur disse ainda que o quilo da fruta vendido a R$ 0,50 não cobre os custos. O ideal é que estivesse sendo comercializado a R$ 1. A expectativa é de que o preço volte a subir gradativamente a partir da primeira semana de agosto.





