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A busca por soluções inovadoras e eficazes nas áreas de Logística, Alimentos e Bebidas (LAB) ganha destaque no Espírito Santo graças aos esforços contínuos do Governo do Estado e da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes). Em 2019, a Fapes lançou um edital inédito de “Apoio a Projetos Inovadores nas Áreas de Logística, Alimentos e Bebidas,” que resultou na seleção de seis projetos promissores, cuja execução foi estendida devido à pandemia do Covid-19.
Dentre os projetos notáveis que receberam apoio da Fapes, se destaca a iniciativa da empresa capixaba Bioengen Consultoria Engenharia e Planejamento Ambiental em parceria com o Laboratório de Nanotecnologia (Labnano) da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Eles estão desenvolvendo um nanossensor revolucionário com a capacidade de detectar a presença de agrotóxicos e determinar se seus níveis excedem os limites legais.
O nanossensor é baseado na ressonância plasmônica de superfície localizada, uma técnica que envolve a oscilação dos elétrons livres nas nanopartículas de ouro quando expostas à radiação eletromagnética. A interação entre biomoléculas, como anticorpos, e as nanopartículas de ouro leva a modificações na absorbância e/ou na cor das partículas, tornando-as um biossensor eficaz. No caso da Bioengen, eles biofuncionalizaram as nanopartículas com anticorpos antiglifosato, permitindo a detecção precisa do glifosato, um dos agrotóxicos mais utilizados no Espírito Santo.
Sara Aparecida Francisco, diretora de Projetos da Bioengen, explicou que os métodos convencionais de detecção de agrotóxicos em alimentos são caros e demorados, pois requerem equipamentos sofisticados e análises em laboratórios externos. Além disso, o tempo de espera pela análise pode chegar a até 10 dias, o que afeta diretamente a agilidade do mercado e a tomada de decisões, especialmente considerando a perecibilidade dos alimentos testados.
Em contrapartida, o projeto da Bioengen está desenvolvendo uma solução simples e rápida, permitindo o monitoramento em tempo real. O apoio da Fapes, através do Edital LAB, desempenhou um papel crucial no desenvolvimento desse produto inovador. Sara Aparecida Francisco enfatiza que os recursos financeiros fornecidos pelo edital foram essenciais para adquirir produtos químicos e equipamentos, um investimento que seria inviável apenas com os recursos do grupo de pesquisa.
Edital
A chamada nº 10/2019 concedeu recursos não reembolsáveis, por meio de subvenção econômica, para o desenvolvimento de produtos, bens, serviços ou processos inovadores de empresas capixabas. Cada proposta podia ser contemplada com até R$ 300 mil. Os projetos se concentraram na apresentação de propostas que contemplam soluções e aperfeiçoamento para a vida útil dos produtos em prateleira (denominado shelf life), ou, na área de logística, para melhorar a predição de carga por eixo.
Foi disponibilizado R$ 1,8 milhão para financiar os seis projetos contemplados. O recurso é oriundo do Fundo Estadual de Ciência e Tecnologia do Espírito Santo/Mobilização Capixaba pela Inovação (Funcitec/MCI).





