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O recrudescimento de uma polarização na geopolítica global, relembrando os tempos da chamada “Guerra Fria”, hoje em particular entre Estados Unidos e China, em algum momento poderá impactar o agronegócio brasileiro, que tem fortes laços com ambos os países, alertou o professor do Insper e coordenador do centro Insper Agro Global, Marcos Jank, na terça-feira (29), durante a Conferência Internacional “Josué de Castro” sobre Segurança Alimentar e Combate à Fome, promovida pela Prefeitura de São Paulo.
Segundo Jank, a China é o maior cliente do agro brasileiro ao mesmo tempo em que com EUA e Europa, por exemplo, o setor também tem amplos negócios e é cliente em termos de novas tecnologias. Assim, de acordo com o especialista, se este acirramento geopolítico entre Ocidente e Oriente se acentuar, estima-se que uma hora o Brasil seja “intimado” a tomar partido de um lado ou de outro, o que pode sim impactar nosso agronegócio.
Por outro lado, ainda em sua exposição, Jank, um dos maiores especialistas brasileiros quando o assunto é agronegócio, foi otimista ao pontuar que o Mercosul, sobretudo Brasil, Argentina e Paraguai, é a única região no mundo que tem condições para expandir a oferta global de grãos, devido ao seu potencial em elevar a produtividade, incorporar novas áreas de cultivo – em especial pastagens degradadas -, e dar escala aos sistemas integrados de produção.




