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Unidade demonstrativa estuda Palma Forrageira em Mucurici

por Redação Conexão Safra

em 26/01/2016 às 0h00

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O distrito de Itabaiana, no município de Mucurici, ganhou uma unidade demonstrativa de Palma Forrageira. A novidade é fruto de mais uma ação integrada entre os escritórios locais do Incaper de Mucurici e Ponto Belo. O objetivo do espaço é buscar a melhoria e alternativas de plantas que forneçam uma grande capacidade de suporte forrageiro e que sejam tolerantes aos longos períodos de estiagem para os produtores da região.

Segundo o extensionista do Incaper Felipe Neves um dos objetivos da implantação da unidade demonstrativa é divulgar as potencialidades da forragem para a região. “Lá é possível mostrar os cuidados na retirada dos cladódios ou raquetes, o preparo do solo, as técnicas de plantio e adubação tanto para a palma gigante como para a miúda, a produtividade das duas variedades e de demonstração dos sistemas de plantios adensado e convencional ”, contou. Felipe acrescentou que, em um segundo momento, é feita a avaliação desses materiais (em laboratório) buscando informações sobre os teores de matéria seca, proteína bruta e os teores de fibra para as duas variedades plantadas.

A palma forrageira é uma planta com características de alta tolerância à seca, devido tanto à sua fisiologia como a sua estrutura morfológica, adaptados de forma especial quanto a absorção, aproveitamento e perda de água em ambientes de condições adversas, suportando longos períodos de escassez hídrica, períodos esses bastante característicos na maioria dos municípios do Norte do Espírito Santo, principalmente ao longo dos últimos anos.

As espécies cultivadas, tanto do gênero Opuntia (palma gigante ou azeda) como a Nopalea (palma miúda ou doce), são forrageiras muito utilizadas como alternativa ou suplementação alimentar animal em regiões semiáridas no Brasil, principalmente no semiárido nordestino, como em outros países no continente americano, africano e asiático, para a alimentação animal ou humana. A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) reconhece o potencial da palma e a sua importância no desenvolvimento das regiões áridas e semiáridas do mundo por meio da exploração das várias espécies existentes.

Bovinos, caprinos, ovinos, suínos e seres humanos se alimentam desta forrageira estratégica e de seus frutos. A palma forrageira apresenta ainda alternativas econômicas, além da alimentação humana e dos animais, como a da produção de medicamentos, matéria prima para cosméticos, cerca viva, paisagismo, conservação e recuperação de solos.

De acordo com o extensionista e chefe do escritório local do Incaper em Ponto Belo, Adriano Spínola, frequentemente são encontrados diversos plantios de palma forrageira nos municípios do Norte do Estado e mais precisamente naqueles na divisa com Minas Gerais, que são plantios caracterizados por baixas produtividades, baixo número de plantas por área em razão da utilização de maior espaçamento, condução errada dos palmais e do fornecimento da palma para os rebanhos.

“Dessa forma buscamos, através da tecnologia do cultivo intensivo da palma (TCIP), orientar os produtores rurais quanto à adoção de tecnologias que possam proporcionar a produtividade em valores acima de 700 toneladas por hectare ao ano, de matéria verde, que é um número bastante expressivo e que corresponde a várias vezes a produtividade da maioria das espécies forrageiras utilizadas nessa região ”, completou Adriano.

Fonte: Incaper

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