Mercado suíno

Poder de compra do suinocultor cai em maio

Queda no preço do suíno vivo supera recuo do milho e do farelo de soja, segundo levantamento do Cepea

Granja de suínos. Suinocultura. Foto: Wenderson Araujo/Trilux / Sistema CNA/Senar

O poder de compra do suinocultor paulista frente aos principais insumos da atividade voltou a recuar em maio, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A queda foi registrada tanto na relação com o milho quanto com o farelo de soja, refletindo a desvalorização mais intensa do suíno vivo no mercado.

De acordo com os dados do Cepea, este é o oitavo mês consecutivo de perda no poder de compra em relação ao milho. Além disso, o indicador atingiu o pior patamar desde fevereiro de 2023. Embora os preços do cereal, do farelo de soja e do suíno vivo estejam em queda, a retração do valor pago pelo animal tem sido mais acentuada.

Na parcial de maio, até o dia 19, o produtor da região de Campinas, em São Paulo, conseguiu adquirir, em média, 4,96 quilos de milho para cada quilo de suíno vivo comercializado. O volume representa uma queda de 4,9% em comparação com abril. Já em relação ao farelo de soja, o poder de compra caiu 6%, permitindo a aquisição média de 3,18 quilos do insumo por quilo de animal vendido.

Na comparação anual, o cenário também mostra forte deterioração. Segundo o Cepea, o poder de compra do suinocultor frente ao farelo de soja acumula baixa de 33,2% em relação ao mesmo período de 2025. No caso do milho, a retração chega a 29,1%.

Pesquisadores do Cepea explicam que, após as sucessivas quedas nas cotações do suíno vivo durante abril, houve uma melhora na procura pela carne suína na primeira quinzena de maio, o que contribuiu para uma leve reação nos preços. Contudo, esse movimento não foi suficiente para elevar a média mensal do animal.

Além disso, os pesquisadores apontam que, com o avanço da segunda metade do mês, a expectativa é de estabilidade ou até manutenção das dificuldades no mercado. A tendência, segundo o Centro de Pesquisas, é que os preços não apresentem aumentos consistentes pelo menos até o início de junho.

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