Tecnologia e pioneirismo

Nater Coop implanta primeira paletização automatizada de rações no Espírito Santo

A unidade será equipada com sistema de paletização totalmente automatizado, tornando-se a primeira a contar com esse tipo de tecnologia no Espírito Santo

Foto: Nater Coop

A unidade industrial da Nater Coop localizada em Baixo Guandu está recebendo investimentos de R$ 3 milhões na modernização do seu processo fabril, o que vai garantir à planta o status de primeira fábrica de rações do Espírito Santo a implantar um sistema de paletização totalmente automatizado, reforçando o perfil pioneiro da Nater Coop no setor agroindustrial.

A célula robótica, que entrará em operação na segunda quinzena de fevereiro, é equipada com um braço mecânico que empilha as sacas de ração de forma organizada, garantindo mais agilidade, segurança e produtividade na etapa de paletização das cargas. “Com a implantação dessa tecnologia, a Nater Coop amplia a sua capacidade produtiva de forma significativa, reforçando o compromisso com inovação, competitividade e geração de valor aos cooperados”, destacou Marcelino Bellardt, CEO da Nater Coop.

Foto: Nater Coop

Com produção mensal atual de 3 mil toneladas de rações para aves, suínos e bovinos destinadas a atender cooperados e clientes do Espírito Santo e do Leste de Minas Gerais, a fábrica terá a sua capacidade de produção ampliada em 30% com a automatização. Atualmente, o volume produzido pela unidade fabril tem capacidade para alimentar, em média, 25 mil animais.

De acordo com o gerente da Unidade de Negócios Bovinocultura da Nater Coop, Ederson Abeldt, a unidade de Baixo Guandu é voltada majoritariamente à produção de rações fareladas e paletizadas, ensacadas e a granel. A automatização do processo vai permitir que as sacas de ração saiam da linha de produção diretamente para o caminhão, sem intervenção humana, prontas para serem entregues, o que confere também ganhos em termos de logística e de qualidade.

Tecnologia

“Os novos equipamentos foram adquiridos de uma empresa italiana que é referência mundial em automação de células de paletização, processo logístico que agrupa mercadorias sobre paletes para facilitar a sua movimentação, o seu transporte e a sua armazenagem. Essa tecnologia representa um salto de produtividade, além de trazer ganhos relevantes também em termos de segurança, de ergonomia e de sustentabilidade do negócio”, explicou Abeldt.

Além do aumento expressivo da produtividade atual – cuja expectativa é passar de uma média de 250 sacas por hora para um potencial de até 900 sacas por hora -, a automação da planta industrial também vai reduzir a dependência de mão de obra pesada, um desafio crescente no Brasil, segundo Abeldt.

“É importante ressaltar que o foco do investimento não está apenas na eficiência do processo, mas também na longevidade do nosso capital humano ao promover mais segurança e saúde para os nossos colaboradores, já que a inovação no processo fabril vai evitar que façam a movimentação contínua de grandes cargas”, pontuou. As equipes que atualmente participam desse processo serão alocadas em atividades com foco administrativo. “Em alguns casos, além de passarem por testes de aptidão, esses colaboradores serão capacitados para assumir as novas funções, num processo que será conduzido pela nossa área de Recursos Humanos”, explicou Abeldt.

Competitividade

A automação da fábrica da Nater Coop também acena com a redução dos custos operacionais, permite a expansão do atendimento aos cooperados e clientes já atendidos atualmente com a produção da unidade e fomenta a competitividade no mercado de rações “sem perder o padrão de qualidade que empregamos em nossos processos de forma geral”, acrescentou Abeldt.

Atualmente, a Nater Coop conta com duas fábricas de ração em operação no estado, ambas estrategicamente localizadas para atender cooperados e clientes com qualidade, escala e competitividade. “Além da unidade de Baixo Guandu, temos também a de Santa Maria de Jetibá, cujo foco é a produção de rações para aves e suínos, especialmente rações fareladas e trituradas, tanto a granel quanto ensacadas. Nessa planta, a logística é realizada por caminhões graneleiros, com entrega direta nos silos dos produtores, além do atendimento às lojas Nater Coop e ao nosso condomínio avícola, localizado no mesmo município”, explicou Marcelino Bellardt, CEO da Nater Coop. Juntas, as duas fábricas têm um potencial produtivo de até 10 mil toneladas de ração por mês, atendendo diferentes cadeias produtivas do agro capixaba e do Leste de Minas Gerais.

Marcelino Bellardt destacou ainda que a unidade fabril de Baixo Guandu seguirá operando também com processos convencionais, que a partir de agora serão potencializados pela automação da paletização. Assim, será possível atender tanto à produção de rações tradicionais quanto à fabricação das linhas mais tecnificadas, que contam com ingredientes que elevam o desempenho animal. “Com isso, o cooperado terá condições de produzir mais, com mais eficiência e maior rentabilidade”, apontou.

Sobre a Nater Coop

Com 61 anos de atividades, a Cooperativa Agropecuária Centro Serrana (Nater Coop) conta com mais de 25 mil cooperados, cerca de 1.240 colaboradores e se relaciona com cerca de 30 mil produtores rurais. A instituição tem 42 lojas de produtos agropecuários no Espírito Santo e em Minas Gerais, além de rede própria de postos de revenda de combustível e lojas de autoatendimento. Fazem parte da Nater Coop as marcas Veneza (alimentos), Rações Coope (Nutrição Animal), Liva (ovos) e Pronova (café). A cooperativa, com sede em Santa Maria de Jetibá, é a maior do Espírito Santo na área do agronegócio (agricultura e pecuária) e exporta para mais de 40 países.