Mais lidas 🔥

Cacau Fest
Tombo do chocolate promete atrair público no maior evento do cacau no ES

Lucas Souza Alves, jovem do Caparaó, especialista em cafés, morre aos 24 anos em grave acidente

Cotações
Café, boi e hortifrúti: confira as cotações do dia 20 de agosto

Premiação internacional
Do cafezal ao Vale do Silício: capixaba conquista prêmio internacional com invenção

Alerta de vendaval
Vendaval pode atingir 71 municípios do Espírito Santo neste sábado; veja as cidades em alerta

Você conhece o achachairu? A fruta, originária da Bolívia, já pode ser encontrada no Brasil. E o melhor: ela é cultivada no município de Itarana, que fica a 120 quilômetros da capital Vitória, ao noroeste do Espírito Santo. A fruta, da mesma família do mangostão e do bacupari – e confundida com a siriguela –, tem sabor agridoce. O nome é atribuído ao guarani e significa “beijo de mel”.
Apesar de a exótica fruta não ter origem brasileira, ela tem ganhado espaço por aqui. Famílias de agricultores de Itarana estão aumentando suas rendas com o cultivo dela. Além de vendê-la, também comercializam mudas produzidas em viveiro. Reconhecendo essa vocação, o deputado Dary Pagung (PSB) propôs no Projeto de Lei (PL) 43/2025 que o município receba o título de Capital Estadual do Achachairu.
De acordo com a justificativa do parlamentar, o cultivo é sustentável. “A planta é rústica, dispensa poda e adubação intensiva e não tem registros de pragas ou doenças, o que reduz o uso de defensivos agrícolas. A valorização no mercado é grande, por ser uma fruta exótica e pouco conhecida, pode alcançar preços elevados, chegando a R$ 30 o quilo no Brasil”, exemplifica.
O achachairu tem sido projetado como um alimento de grande potencial nutricional e farmacológico. Ainda segundo o parlamentar, até a casca, apesar de não ser comestível, contém propriedades antioxidantes e pode ser usada para preparar sucos e infusões. “Os benefícios à saúde são diversos. Ele é rico em vitamina C e potássio, auxilia na imunidade, na digestão e na hidratação do organismo”, completa.
Para o deputado, reconhecer a vocação de Itarana ajuda a divulgar as potencialidades do município não apenas para o Espírito Santo, mas também para todo o país, sendo uma forma de abrir portas para atrair novos investimentos.
Andamento
O PL 43/2024 será analisado pelas comissões de Justiça, de Agricultura, de Turismo e de Finanças, antes de ir à votação em plenário.




