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A irrigação por gotejamento é uma das principais tecnologias utilizadas para aumentar a eficiência no uso da água e de insumos no campo. O custo inicial de implantação ainda é uma das principais dúvidas de produtores que avaliam investir no sistema. O valor pode variar de acordo com o tamanho da área, cultura, disponibilidade de água, características do solo, relevo e estrutura necessária para o funcionamento do projeto.
Mais do que analisar apenas para o preço dos equipamentos, especialistas recomendam que o produtor avalie o investimento considerando os resultados que o sistema pode proporcionar ao longo dos anos. A escolha da tecnologia e o dimensionamento correto da estrutura são fundamentais para evitar gastos desnecessários e garantir que a irrigação esteja adequada à realidade da propriedade.
Segundo o engenheiro agrônomo e diretor executivo da Hydra Irrigações, primeira revenda da Netafim no Brasil, Elídio Torezani, o investimento precisa ser analisado de forma individualizada, já que não existe um modelo único de irrigação que atenda a todas as propriedades.
“Se o produtor olhar somente para o custo inicial, pode ter a impressão de que o sistema é caro. Mas é preciso analisar o projeto como um todo e entender qual será o retorno ao longo dos anos. O objetivo é encontrar uma solução que faça sentido para aquela propriedade e para a cultura produzida”, explica.
O que influencia no custo
Entre os principais fatores que interferem no valor de um projeto de gotejamento estão a área a ser irrigada, a distância entre a fonte de água e a lavoura, qualidade da água, a estrutura de bombeamento, o tipo de cultura e as condições do terreno.
O sistema também envolve equipamentos como filtros, bombas, tubulações, emissores e sistemas de automação e controle. Por isso, duas propriedades com o mesmo tamanho podem ter projetos com custos bastante diferentes.
De acordo com Torezani, uma avaliação técnica antes da compra dos equipamentos ajuda o produtor a identificar quais componentes são realmente necessários e a dimensionar corretamente o sistema.
“É importante conhecer a propriedade antes de definir qualquer equipamento. O projeto precisa considerar a fonte de água, o solo, o relevo, a cultura e a necessidade hídrica da lavoura. Essas informações precisam ser levantadas corretamente para que o produtor consiga investir de maneira mais efetiva”, ressalta.
Investimento que vai além de uma safra
Outro ponto que deve entrar na conta é a vida útil da estrutura. Diferentemente de despesas que estão diretamente relacionadas a uma única safra, um sistema de irrigação pode permanecer funcionando bem na propriedade por vários anos, destaca Torezani.
O engenheiro ressalta ainda que, nesse período, o produtor tem oportunidade de utilizar a estrutura em diferentes ciclos produtivos, desde que sejam realizadas a manutenção e as adequações necessárias.
“O produtor precisa pensar no sistema como uma estrutura da propriedade. Não é um investimento feito para uma única safra. O planejamento permite que a irrigação acompanhe a evolução da produção e gere benefícios durante muitos anos”, afirma.
Eficiência também entra na conta
Além da possibilidade de melhorar o fornecimento de água às plantas, o gotejamento permite uma aplicação mais localizada, levando a água diretamente para a região de desenvolvimento das raízes.
O manejo adequado também pode contribuir para o uso mais eficiente dos recursos disponíveis. Para isso, porém, não basta instalar o sistema: é necessário definir corretamente quando, quanto e com que frequência irrigar.
“O equipamento é apenas uma parte da solução. O manejo é fundamental. Não adianta ter uma tecnologia avançada se ela não estiver sendo utilizada de acordo com a necessidade da cultura e as características da propriedade”, destaca Torezani.
Planejamento antes da instalação
Antes de decidir pelo gotejamento, o produtor deve levantar os custos do projeto, avaliar a capacidade de investimento e entender quais resultados pretende alcançar. A elaboração de um projeto técnico também permite identificar possíveis adequações na infraestrutura e evitar que problemas sejam descobertos somente depois da instalação.
Para o especialista, colocar todos esses fatores na balança é o caminho para avaliar qual é o investimento que faz sentido.
“Não existe uma resposta única para dizer se o gotejamento é caro ou barato. O investimento precisa ser compatível com a realidade e os objetivos de cada propriedade. Com o projeto bem dimensionado, o produtor consegue enxergar o potencial de retorno e os ganhos de eficiência ao longo do tempo”, conclui.
Sobre a Hydra Irrigações
A Hydra Irrigações é uma das empresas detentoras da tecnologia mais avançada no segmento em nível nacional. Primeira revenda Netafim no Brasil e pioneira na aplicação de conhecimento e de técnicas para priorizar a economia de água, a empresa, com sede em Linhares (ES), tem experiência de quase três décadas de atuação e pesquisa para associar em seus projetos critérios agronômicos rigorosos a equipamentos de ponta. O objetivo é promover alta performance de todos os recursos, considerando as necessidades e especificidades de cada cliente.





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