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Geral

Idaf destaca benefícios da regularização dos produtos de origem animal

Empreendimento aumentou em 10 vezes sua capacidade de produção após adequações sanitárias

por Redação Conexão Safra

em 23/10/2015 às 0h00

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Com 24 anos de existência, foi há oito anos que começaram a alavancar os negócios do Sítio Lorenção, em Venda Nova do Imigrante, região Sudoeste Serrana do Espírito Santo. Especializado na produção de socol, aperitivo de origem italiana feito com lombo de suíno, o proprietário Ednes José Lorenção viu sua capacidade de produção saltar de 50 para 500 peças com a implementação de melhorias exigidas pelo Serviço de Inspeção Estadual (SIE), coordenado pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf).

Em 2007, ele contava com uma estrutura de aproximadamente 22 metros quadrados para maturação dos produtos. Atualmente, dispõe de mais 50 metros quadrados específicos para esse fim e já apresentou ao Idaf projeto de ampliação em que serão construídos dois blocos, com 134 metros quadrados de “área de pendura ”, como é chamado o espaço. “Ao todo, serão mais de 200 metros quadrados para maturação do socol, além da parte de embalagem e expedição, que também será ampliada ”, conta Lorenção.

O impulso nos negócios veio com a exigência de regularização do empreendimento. Toda indústria de produtos de origem animal, como carne, ovos, leite, entre outros, deve ter, obrigatoriamente, registro no Serviço de Inspeção Oficial, que pode ser Municipal (SIM), Estadual (SIE) ou Federal (SIF), de acordo com a área de abrangência de comercialização dos produtos. Com o objetivo de melhorar a renda e ampliar a venda do socol para outros municípios, senhor Lorenção precisou se adequar à legislação estadual para obter o registro no SIE. “No início achava que era muita burocracia e que não conseguiria bancar os gastos. Hoje vejo que não foi despesa, mas investimento. A partir daí consegui dar estudo para os meus filhos e ter uma vida confortável. O cumprimento das exigências sanitárias também atraiu mais público, o produto passou a ser melhor visto pelos consumidores ”, conta ele, que atualmente vende o socol para os municípios de Linhares, Aracruz, Vitória, Vila Velha, Serra, Ibiraçu, Domingos Martins e Cachoeiro de Itapemirim.

Com uma equipe de cinco funcionários, que inclui a esposa e o filho, senhor Lorenção já trabalha em novas adequações para que possa aderir ao Sistema Brasileiro de Inspeção (Sisbi) e expandir sua comercialização para todo o país.

Segundo o chefe do Departamento de Defesa Sanitária e Inspeção Animal do Idaf, Anderson Baptista, os espaços que funcionam com inspeção oficial obrigatória adotam os cuidados necessários na produção, elaboração, armazenamento e distribuição, uma vez que, em qualquer fase, pode ocorrer contaminação por microrganismos, toxinas, parasitas, substâncias químicas e outros agentes nocivos. “Buscamos, com isso, garantir à população o consumo de alimentos que não representem risco à saúde humana. Dessa forma, orientamos que todos os proprietários de estabelecimentos de produtos de origem animal tenham essa consciência como o senhor Lorenção e contribuam para a qualidade dos alimentos ofertados à população ”, diz.

Atualmente, o Espírito Santo conta com 70 empresas regularizadas junto ao Serviço de Inspeção Estadual (SIE/Idaf).

Socol

Originalmente conhecido como ossocollo (“osso do pescoço ”), o socol é um aperitivo feito com lombo suíno. Seu tempero varia pouco, sendo basicamente envolto em sal e pimenta do reino, mas pode levar também alho ou canela, dependendo do produtor. É consumido cru, fatiado bem fino.

No Brasil, é produzido e apreciado em locais colonizados pelos italianos oriundos da província do Vêneto, como na cidade de Venda Nova do Imigrante, no Estado do Espírito Santo.

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