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Coca-Cola compra Verde Campo e estreia em lácteos no Brasil

Atlanta aumenta seu portfólio de produtos saudáveis

por Redação Conexão Safra

em 07/12/2015 às 0h00

2 min de leitura

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A Leão Alimentos, sociedade entre a Coca-Cola Company e seus engarrafadores no Brasil, chegou a um acordo para comprar a Verde Campo, fabricante de iogurtes, queijos e bebidas derivadas de leite.

A Coca-Cola &mdash, que já tem em seu portfólio os Sucos Del Valle e o chá Matte Leão &mdash, já fez outras compras no setor lácteo na América Latina. Em 2012, a Jugos del Valle, sociedade entre a Coca-Cola e oito engarrafadores, adquiriu a Santa Clara, o maior fabricante de lácteos do México, e, em 2013, a Arca Continental, a segunda maior engarrafadora da Coca na América Latina, comprou a Tonicorp, no Equador, por 400 milhões de dólares.

A Laticínios Verde Campo Ltda., com sede em Lavras, Minas Gerais, é hoje uma empresa pequena, quase uma butique, com atuação relevante apenas no Rio, São Paulo e Belo Horizonte. Para alguns consumidores, a empresa é mais conhecida pela marca LacFree, uma linha de produtos sem lactose da qual foi pioneira no Brasil.

“A procura por produtos lac-free tem crescido bastante entre nossos clientes, não apenas entre as pessoas com intolerância à lactose mas também na população em geral, que está procurando cada vez mais se alimentar de forma saudável e encontram no lac-free produtos de mais fácil digestão, ” diz Alexandre Icaza, fundador do Organomix, um supermercado online especializado em produtos orgânicos, naturais e integrais.

A transação já foi aprovada no CADE, e os compradores esperam que o negócio seja concluído no primeiro trimestre do ano que vem.

A compra da Verde Campo deve mudar o jogo no mundo lácteo, com players como Nestlé e Danone agora tendo que enfrentar a concorrência da empresa comandada por Muhtar Kent. Pessoas familiarizadas com os planos da Coca dizem que ela não deve parar por aí.
A compra também vai impor novas necessidades logísticas ao sistema Coca-Cola no Brasil (e oportunidades para outras empresas), já que será a primeira vez que a Coca precisará de uma logística própria para distribuir produtos refrigerados, bem diferentes de sua cadeia de produção atual.


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