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Agropecuária caminhará no sentido contrário ao da economia em 2016, avalia Faeg

O ano de 2016 será mais um em que o setor agropecuário caminhará no sentido contrário ao da economia brasileira, embora com menor crescimento em relação a 2015.

por Redação Conexão Safra

em 13/01/2016 às 0h00

4 min de leitura

O ano de 2016 será mais um em que o setor agropecuário caminhará no sentido contrário ao da economia brasileira, embora com menor crescimento em relação a 2015.

“O segmento se manterá com taxa positiva entre 1,0% a 1,5% de crescimento de seu Produto Interno Bruto (PIB), enquanto a economia como um todo já acumula um decréscimo, até outubro do ano passado, na ordem de 3,2%, com tendência de agravar mais ainda ”, avalia José Mário Schreiner, presidente do Sistema Faeg/Senar (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Goiás e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural da região).

“Ainda estamos plantando a primeira safra, em meio a um maior risco climático, em comparação com anos anteriores, devido às condições atípicas do El Ñino, e às inseguranças quanto ao comportamento do câmbio, que vem sustentando bons preços internos, uma vez que os preços externos, em dólar, estão bem aquém das médias históricas ”, destaca Schreiner, que também é vice-presidente diretor da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Para ele, “as perspectivas ainda são boas, principalmente para a soja e o milho, dado aos grandes volumes já vendidos antecipadamente ”. “Acreditamos que deveremos, pelo menos, manter, ou até ter um pequeno crescimento no volume total da produção e no valor do PIB do setor. ”


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DESTAQUES DE 2015

Ao ser questionado sobre quem ganhou e quem perdeu espaço no campo, em 2015, o presidente da Faeg destaca que, “considerando toda a produção rural, grãos e carnes, soja e
milho foram os que apresentaram maior crescimento de produção, 12% e 6%, respectivamente ”. “Já nas exportações, o milho foi o produto com maior crescimento e deverá fechar o ano com cerca

42% a mais,
totalizando cerca de 29,5 milhões de toneladas, batendo o recorde de 2013, quando foram exportadas 26,2 milhões de toneladas. ”

De acordo com Schreiner, os produtos de pior desempenho foram café e feijão, com redução de 6% e 8%, respectivamente. “Já as carnes tiveram um desempenho médio, em relação aos outros produtos, com um crescimento em torno de 2% e também um pequeno crescimento no volume exportado. ”


GARGALOS

Apesar do cenário positivo, ele aponta o principal gargalo, no caso dos grãos: a logística de estocagem e a movimentação da produção, ou seja, poucos armazéns nas propriedades rurais e ausência de melhorias e ampliação das malhas rodoviária, ferroviária e hidroviária.

“Precisamos também da implementação de um modelo de seguro que estabilize a renda do produtor rural. ”

Já em relação à produção pecuária, tanto bovino de corte e leite, como na de animais de pequeno porte, “além da infraestrutura. a comercialização e a melhoria da qualidade dos produtos são muito importantes para a conquista de novos mercados ”, afirma Schreiner.


ASSISTÊNCIA TÉCNICA

Na visão do presidente da Faeg, 2016 será o ano da assistência técnica, “já que só assim os produtores conseguirão atingir todo o potencial produtivo e enxergar a crise, que assolou o país em 2015, pelo retrovisor ”.

Conforme a Federação de Agricultura de Goiás, completam a lista de desafios para este ano
a implantação e consolidação da Política Agrícola Plurianual,
a realização de melhoria de infraestrutura ferroviária (formas de concessão), portuária e rodoviária, a modificação do sistema de
armazenagem e de fornecimento de energia elétrica, e a reestruturação dos fundamentos da economia.

Ainda segundo a Faeg, estima-se que em 2016 ocorra um crescimento da produção de grãos, com aumento de 5,7%, passando de 19,7 milhões
para 20,8 milhões de toneladas. Também deve registrar alta
de 1,% na área plantada e 12% na produção de soja. Prevê ainda uma pequena redução na área e estabilização na produção de milho.

Na pecuária, avalia a entidade, estima-se a ampliação do mercado mundial para bovinos, suínos e lácteos, além de um pequeno aumento para o setor de
aves. Já o mercado interno deve se apresentar fraco devido à pressão sobre a demanda e a crise econômica interna.


Por equipe SNA/RJ

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