Preços do mamão reagem com redução da oferta e demanda mais aquecida

Frio retardou a maturação das frutas no campo e encerrou o período de maior volume nas lavouras do Sul da Bahia. No Norte do Espírito Santo, o formosa valorizou 16%

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Os preços do mamão voltaram a subir nas principais regiões produtoras do Brasil entre os dias 29 de junho e 3 de julho. A redução do volume disponível no campo, provocada pelas temperaturas mais baixas, e o aumento da procura nas regiões consumidoras favoreceram a recuperação das cotações, segundo o Hortifrúti/Cepea.

No Norte do Espírito Santo, o mamão formosa encerrou a semana comercializado, em média, a R$ 1,48 por quilo. O valor representa uma valorização de 16% em relação ao período anterior.

A reação foi ainda mais intensa no Sul da Bahia. O mamão havaí dos tipos 12 a 18 alcançou R$ 2,91 por quilo, alta de 118% na comparação com a semana anterior.

De acordo com colaboradores consultados pelo Hortifrúti/Cepea, o frio retardou a maturação das frutas no campo e marcou o fim do período de maior oferta nas lavouras baianas. O movimento ajudou a reduzir a pressão sobre os preços observada nas últimas semanas.

Apesar da diminuição do volume total, o mercado ainda registra maior disponibilidade de frutas de menor calibre e com coloração mais esverdeada. Essa diferença de qualidade favorece a valorização dos mamões com melhor tamanho, aparência e estágio de maturação.

A demanda também apresentou melhora nas principais regiões consumidoras do país. O aumento da procura facilitou as negociações e contribuiu para a recuperação dos preços pagos aos produtores.

A expectativa é de que a primeira quinzena de julho mantenha uma oferta mais limitada em razão das temperaturas mais baixas. Caso a demanda permaneça aquecida, o cenário poderá garantir cotações mais favoráveis no campo.

O início de julho indica uma mudança em relação às semanas anteriores, quando o consumo enfraquecido restringiu novos avanços nos preços médios. A retomada das negociações, acompanhada pela menor disponibilidade de frutas, reforça a perspectiva de sustentação das cotações no curto prazo.

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