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O ano de 2020 ainda não terminou e o Espírito Santo já superou o seu recorde de exportação de conilon e está a 12 mil sacas de alcançar também o seu maior volume de exportação de café solúvel.Nos onze meses deste ano já foram exportadas 4,4 milhões de sacas de café conilon e 347 mil sacas de café solúvel, de acordo com relatório mensal do Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV). O recorde anterior de embarque de conilon era de 2015, mas a última melhor marca na exportação de solúvel foi há 15 anos.
Os fatores que contribuíram para o bom desempenho das exportações, tanto do conilon como do solúvel, são, em parte, os mesmos, já que a principal matéria prima do café solúvel é o conilon. Assim, o fato de o café conilon estar mais competitivo do que o robusta do Vietnã no mercado internacional, o dólar mais valorizado, e o fato de o consumo de café em casa ter aumentado devido à pandemia, explicam o resultado dessas duas variedades. No caso do solúvel, também contribuiu a tradição industrial do Espírito Santo e a credibilidade junto aos clientes no exterior.
Para o Presidente do CCCV, Márcio Candido Ferreira, tal desempenho da exportação de solúvel representa muito para a cafeicultura capixaba, visto que esse produto industrializado possui maior valor agregado, além de ser mais lucrativo do que a exportação de café crú. Segundo ele, além de toda relevância para a economia interna que a exportação de solúvel incorpora, gerando empregos, devido à realização de mais uma etapa de seu processo produtivo em terras brasileiras, o café solúvel tem a vantagem de oportunizar a abertura de mercados para o Brasil em países com pouca tradição no consumo de café, como por exemplo o grande mercado chinês, tradicional consumidor de chás.
As exportações totais caíram 26% em novembro em relação ao mês passado. Foram embarcadas 121 mil sacas de café arábica, 318 mil sacas de conilon e 30 mil sacas de café solúvel, tendo todas as espécies de café registrado volumes inferiores ao mês de outubro.De janeiro a novembro deste ano os embarques somam 5,9 milhões de sacas, indicando um crescimento de 11% frente a igual período de 2019 e de 2,5% em relação a todo o ano passado. Até aqui as exportações em 2020 já representam o terceiro maior volume da história, atrás dos anos de 2002 e de 2015, quando foram exportadas 8 milhões e 6,4 milhões de sacas respectivamente.
Devido à baixa dos preços internacionais, a receita cambial no ano de 2020 acumula a cifra de US$ 502 milhões, bem próxima da que foi registrada em 2019, apesar do incremento do volume exportado neste ano.O preço médio de uma saca de café em 2020 está em 85 dólares contra 95 dólares na média de janeiro a novembro de 2019.
Fonte: Centro do Comércio de Café de Vitória




