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Alunos, familiares, professores, funcionários e toda a comunidade de Conceição do Castelo se uniram em um projeto para beneficiar o planeta. De autoria da professora Maria Luldes Dávila Ferreira, o projeto “Apague a energia e acenda a economia” desafiou a comunidade a economizar energia no período de 30 dias e foi o campeão do Programa Agrinho 2018, do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Espírito Santo (Senar-ES).
Neste ano, o Agrinho premiou 125 projetos com o tema: Saber e atuar para melhorar o mundo &ndash, Trabalho e Consumo. O projeto vencedor, na categoria experiência pedagógica, mobilizou toda a cidade por meio de palestras, carreatas e rodas de conversa. Pela rádio comunitária, os alunos da UMEF Elisa Paiva compartilharam as dicas de como economizar energia que aprenderam em sala de aula. A professora e idealizadora, Maria Luldes, conta que o projeto é o resultado de uma força conjunta. “Ao final do mês, a economia de energia de 30 famílias chegou a R$ 500. Nossa mobilização funcionou e todos economizaram e continuam economizando porque viram a diferença no bolso”.
A coordenadora do Agrinho e de Promoção Social do Senar-ES, Maria Tereza Zaggo, explica que o programa busca trabalhar as crianças como agentes de mudança da sociedade. “Nós estamos ajudando a formar novas gerações, que serão o futuro do Brasil e, se construirmos bons alicerces e os alunos entenderem a importância do consumo consciente, no futuro, eles farão o que é certo, sem necessidade de imposição pelas leis”.
Para realizar as atividades propostas pelo Programa Agrinho, os alunos desenvolveram redações, desenhos e os professores relataram as experiências pedagógicas desenvolvidas sobre o tema Trabalho e Consumo. A superintendente do Senar-ES, Letícia Toniato Simões, destaca a importância desta abordagem na atual sociedade. “Todos os nossos recursos são finitos e por isso precisamos pensar no homem em equilíbrio com a natureza. Através das crianças podemos conseguir transformar o mundo em um lugar mais consciente e que seja sustentável de verdade”.
Em sua 14ª edição, o Agrinho tem trabalhado temas transversais ao currículo escolar. Neste ano, 3.600 professores de 56 municípios e 80 mil crianças da pré-escola a adolescentes de 16 anos participaram do programa. O presidente da Faes, Júlio Rocha, lembra de quando o programa começou. “O Agrinho nasceu de uma necessidade reconhecida pelo nosso segmento de abdicar um pouco de cultivar a terra para cultivar gente e formar cidadãos”.

(*Foto: Divulgação)
Premiação
Ao todo, são 11 categorias premiadas e 125 prêmios distribuídos, entre bicicletas, notebooks e mochilas. Já para os professores, os prêmios foram notebooks, impressoras multifuncionais, televisões, fim de semana em hotel da Grande Vitória com acompanhante e uma moto de 160 cilindradas para o primeiro lugar.
O Agrinho, programa de responsabilidade social, é realizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Espírito Santo (Senar-ES) e pela Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (Faes), em parceria com as Secretarias Municipais de Educação, e tem como objetivo principal discutir sobre saúde, meio ambiente, trabalho, consumo, cidadania e ética. (*Fonte: Iá! Comunicação)





