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Educação

Comissão de Biossegurança da Ufes promove encontros sobre produtos geneticamente modificados

por Sup. Comunicação Ufes

em 04/10/2022 às 8h56

4 min de leitura

Comissão de Biossegurança da Ufes promove encontros sobre produtos geneticamente modificados

Foto: reprodução/YouTube

A Comissão Interna de Biossegurança da Universidade Federal do Espírito Santo (CIBio/Ufes) promove dois eventos em outubro, nos dias 7 e 26, para discutir a modificação genética de produtos a partir de novas tecnologias e sua regulação no mercado. Realizados em parceria com o International Life Science Institute Brasil (ILSI), os encontros são gratuitos, mas os interessados devem se inscrever para participar.

No dia 7, a partir das 8 horas, acontece o webinar Science and Risk Analysis for new genetically modified products: Challenges and Opportunities for Developing Countries (Ciência e análise de risco para novos produtos geneticamente modificados: desafios e oportunidades para países em desenvolvimento), dedicado às novas tecnologias de edição gênica e aos produtos derivados desses processos.

As palestras serão ministradas em inglês por especialistas internacionais, como a pesquisadora do International Institute of Tropical Agriculture (IITA, Tanzânia) Leena Tripathi, que aborda a modificação genética de bananas com o intuito de aumentar suas vitaminas, e o professor da University of London (Reino Unido) Julian Ma, pioneiro na pesquisa sobre produção de vacinas a partir de plantas.

O público esperado para esse dia é de estudantes da Universidade, professores, pesquisadores e demais interessados na temática. O evento será on-line, via aplicativo Zoom. Para se inscrever, basta preencher um formulário no site do ILSI.

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Rótulos

Já no dia 26, o evento Transgênicos e a questão da rotulagem será realizado de forma híbrida: presencialmente, no auditório da Biotecnologia (campus de Maruípe, Vitória), e transmitido via Zoom, com tradução simultânea. Com uma proposta mais didática, o encontro é dirigido ao público em geral. As inscrições já estão disponíveis neste link.

O evento será dividido em duas partes. Pela manhã, a partir das 9 horas, será promovido o workshop Transgênicos são seguros? e a abertura ficará a cargo da diretora executiva do ILSI Brasil, Flavia Goldfinger, e da professora do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia da Ufes (PPGBiotecnologia) e presidente da Comissão Interna de Biossegurança, Patricia Fernandes.

Na sequência, o pesquisador da Fundação Espírito-Santense de Tecnologia (Fest) Oeber Quadros define o que são transgênicos. Em seguida, a professora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Denise Capalbo e a pesquisadora do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) Adriana Gianotto discorrem sobre como medir a segurança dos transgênicos. Gianotto e Fernandes voltam no último momento da manhã para falar sobre o gerenciamento da segurança dos transgênicos. Haverá períodos para perguntas e respostas da plateia, além de debate no final das palestras.

À tarde, a partir das 13h30, acontece a segunda parte do evento, Transgênicos e a questão da rotulagem, com abertura de Flavia Goldfinger e representantes da Ufes. Às 14 horas, o pesquisador e professor James Broach, chefe do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular e diretor do Instituto de Medicina Personalizada da Penn State University, profere a palestra que dá título ao encontro.

Logo após, às 15 horas, o professor do PPGBiotecnologia/Ufes Alberto Fernandes modera um bate-papo com o diretor da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA), Alexandre Novachi, a doutoranda Luiza Favarato (PPGBiotecnologia/Ufes), a professora Patricia Fernandes e dois estudantes do ensino médio, um do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) e um da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Hildebrando Lucas.

Por fim, às 17 horas, acontece o lançamento do livro Transgênicos e a questão da rotulagem, escrito por vários especialistas no tema.

 

Desconhecimento

Para a professora Patricia Fernandes, o evento é uma oportunidade para as pessoas conhecerem, de fato, o que são os transgênicos e para que servem as modificações genéticas. Há, ainda, segundo ela, uma aura de desconhecimento a respeito do tema.

Sempre se associou transgênicos a agrotóxicos. A maioria das pessoas sabe só o que ouviu falar, e geralmente o que foi falado contra“, afirma a professora. Ela exemplifica: “O primeiro produto transgênico que chegou no mercado foi a insulina humana, produzida em bactéria. Sabão em pó tem enzimas produzidas de forma transgênica. Algumas vacinas contra a covid eram transgênicas, e muitas pessoas nem sabiam disso.”