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O cooperativismo agropecuário intensificou a articulação em torno do Plano Safra 2026/27 e defendeu, junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária, medidas para ampliar o financiamento da produção rural, fortalecer o seguro agrícola e garantir mais previsibilidade aos investimentos no campo. A pauta foi apresentada durante reunião realizada na sede do Sistema OCB, em Brasília, com a participação do ministro André de Paula.
O encontro ocorreu em um momento considerado decisivo para a elaboração do novo plano, que deve definir as condições de crédito, juros, seguro e apoio à produção agropecuária no próximo ciclo. Participaram da reunião o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, a presidente executiva da entidade, Tania Zanella, a superintendente Fabíola Nader Motta e integrantes da equipe técnica do ministério.
A entidade apresentou ao Mapa uma agenda voltada ao fortalecimento do crédito rural, à gestão de riscos e à ampliação dos investimentos nas cooperativas e nas propriedades rurais. Entre as prioridades estão a ampliação da oferta de crédito, o reforço dos mecanismos de equalização das taxas de juros, a previsibilidade orçamentária para o seguro rural e o aperfeiçoamento dos critérios de enquadramento do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural, o Pronamp.
Segundo o Sistema OCB, o cooperativismo agropecuário reúne 1.172 cooperativas e mais de 1 milhão de produtores rurais no Brasil. O setor responde por cerca de 50% da safra nacional de grãos, 75% do trigo, 55% do café, 46% do leite e 50% da produção de suínos do país. Para a entidade, esses números reforçam a necessidade de políticas públicas compatíveis com o peso das cooperativas na produção, no armazenamento e na comercialização de alimentos.
O presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, afirmou que o cooperativismo agropecuário é parceiro estratégico do governo na segurança alimentar do país. Segundo ele, o Plano Safra precisa reconhecer essa realidade e ampliar as condições de financiamento para que produtores e cooperativas possam continuar investindo.
A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, destacou que a reunião levou ao ministério demandas concretas de quem atua no campo. Ela afirmou que o ministro ouviu as propostas com atenção e demonstrou compromisso com a agenda do cooperativismo.
Além do crédito rural e do seguro agrícola, a reunião também tratou do acesso a mercados internacionais, com atenção às negociações com a União Europeia e às barreiras comerciais norte-americanas. O tema ganhou peso nas discussões do setor produtivo diante da necessidade de manter a competitividade das exportações agropecuárias brasileiras.
O ministro André de Paula reforçou o compromisso do Mapa com o diálogo com o setor e afirmou que a presença da equipe técnica na reunião sinaliza a disposição do ministério em manter uma relação próxima com o cooperativismo. Segundo ele, a parceria com as cooperativas é estratégica para a construção das políticas voltadas ao campo.




