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Você já parou para pensar como nossa forma de se comunicar mudou ao longo dos anos? Fazendo uma breve retrospectiva das mudanças que ocorreram percebemos que, em menos de 20 anos, a internet não era tão comum como é hoje e nem mesmo acessível a todos.
Antes, o acesso era restrito apenas aos propósitos militares (como exemplo, durante a Guerra Fria) ou a laboratórios científicos para fins profissionais. Mas foi na década de 1980 que uma pesquisa do cientista Tim Berners-Lee resultou na World Wide Web (WWW) e a partir daí viu-se que era possível fazer comunicação entre usuários ou alertar amigos sobre reuniões, com o uso do BBS ou ICQ. Depois desse tempo, muitas outras formas de comunicação surgiram: MSN, Blog, Orkut, Youtube, Facebook, Instagram, Tiktok. Aplicativos que às vezes até mesmo substituem algumas atividades presenciais do nosso dia a dia.
O cotidiano conectado mudou a forma como as pessoas consomem informação, cultura, serviços, produtos, entretenimento e conhecimento. Mas, se alguns anos atrás era difícil imaginar a internet e as redes sociais chegando no meio rural, hoje, mais do que nunca, as pessoas estão percebendo a importância do uso das redes e tecnologia no campo.
Desde o início da pandemia do novo coronavírus foi visto que, para se comunicar ou vender, era necessário se adequar. Os lojistas e pequenos empreendedores viram nas vendas por canais digitais uma forma de garantir um respiro enquanto as lojas não podiam funcionar normalmente. E por que no agronegócio seria diferente?
A internet é uma terra de oportunidades, mas nossas fazendas estão no Youtube, Facebook e Instagram? Estamos divulgando nossas formas de produção, mostrado ao mundo nossas boas práticas agrícolas e nossa preocupação com o meio ambiente?
Os críticos do agronegócio estão se posicionando contra nosso setor e precisamos lembrar que onde há omissão, a mentira prevalece. Já dizia o pacifista Martin Luther King: “O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons ”.
Quando compartilhamos sobre todas as exigências legais que temos que cumprir, legislações sobre contratações, sobre o retorno das embalagens de agrotóxicos, sobre as áreas de reserva legal dentro das propriedades e burocracias que permeiam as atividades agrícolas, o mundo saberá que não somos vilões e reconhecerá o valor do campo.
Não podemos mais achar que isso não é para o agronegócio, precisamos nos posicionar em todos os meios de comunicação. A mensagem precisa ecoar: somos provedores de alimentos para a casa de cada brasileiro e precisamos ser valorizados por isso.
Meu convite é que utilizemos os recursos disponíveis para operar de forma mais inteligente, pois neste momento de crise e de incertezas, a internet é a melhor e maior aliada da sua propriedade rural, que é sua empresa.
*Stefany Sampaio Silveira (@stefany.agronomia). Técnica em Agronegócio e estudante de Agronomia. Nasceu em Linhares, Terra do Cacau, e é apaixonada por agricultura, negócios e viagens. Acredita que o futuro é agro.



