Mais lidas 🔥

Produção de peixes
Gigante da tilápia: cooperativa finaliza unidade com capacidade para 20 toneladas diárias

Reconhecimento Internacional
Azeite do Espírito Santo ganha medalha de ouro em concurso internacional

Chuva atípica pode superar média de junho no Sudeste e Centro-Oeste antes do inverno

Alerta para produtores
Como agir após o granizo? Veja as orientações para produtores de café

Infraestrutura Hídrica
Barragem é inaugurada e reforça segurança hídrica em Aracruz
Imagine uma fazenda com metade do rebanho que poderia ter, mas mesmo assim faltam pasto e cocheira para suplementação, a cerca é muito ruim e o proprietário, descapitalizado e por vezes endividado.
A situação é difícil, retrata a realidade de muitas fazendas pelo Brasil afora. Muitos pecuaristas saem da atividade por não vislumbrarem um futuro saudável para o negócio.
Existem duas opções muito comuns nessa situação, que são: tentar um empréstimo (aumentar endividamento) ou vender uma parte da terra e, assim, se capitalizar a fim de reinvestir na terra e iniciar a recuperação da fazenda.
Isso pode dar certo, desde que haja muito planejamento, considerando que o recurso será limitado. Porém, justamente devido à falta de planejamento, o recurso proveniente dessas ações é direcionado ao pagamento de dívidas antigas, o que inicialmente gera certo conforto, mas como não há investimento na terra, não haverá retorno do capital.
A partir daí entramos no ciclo vicioso de fazer uma dívida para cobrir outra, ou seguir vendendo partes da terra, sendo então o início do fim.
É daí que vem o sentimento de estar à espera de um milagre, pois os problemas parecem insolúveis e a degradação só aumenta. Mas, tudo tem solução, e por vezes não será necessário o desembolso imediato de grandes valores.
O nome desse milagre se chama “parceria ”.
De acordo com a topografia da fazenda, disponibilidade de água e culturas cultivadas na região, grãos ou hortifruti, pode-se negociar boas parcerias de arrendamento por um período mais curto, contemplando entrega da área com pasto, caso seja necessário refazer a área.
Caso haja possibilidade de recuperação apenas aumentando o tempo de descanso, o gado pode ser enviado para a fazenda de um parceiro, com o qual os ganhos obtidos no período de permanência do gado serão divididos.
O melhor disso tudo é que não necessariamente teremos que escolher entre um ou outro, pois é possível trabalhar com uma composição entre as duas situações, que avaliadas e estudadas por um técnico competente, te darão segurança para a recuperação da fazenda como patrimônio e do negócio.
*Renata Erleré zootecnista, gestora de agronegócio, e vice-presidente da Associação dos Zootecnistas do Espirito Santo (Azes).



