Mais lidas 🔥

Empreendedorismo rural
Enfermeira deixa a profissão para apostar nos cafés especiais e no turismo de experiência

Estudo da Nature
Floresta ao redor de “cidade perdida” da Amazônia guarda marcas de agricultura

Investigação
Operação prende suspeitos de fraude na comercialização de café no sul do ES

Cotações
Café, boi e hortifrúti: confira as cotações do dia 20 de julho

Piscicultura capixaba
Tilápia vira destaque na mesa dos capixabas e aquece o setor

O produtor de café José Alexandre Lacerda, proprietário do Sítio Forquilha do Rio, localizado em Dores do Rio Preto, no Caparaó Capixaba, expressou profunda preocupação com a safra de café arábica de 2024. Segundo ele, a falta de chuvas e as altas temperaturas têm prejudicado a produção.
“O risco de geada por aqui é bem pequeno, mas a seca está sendo devastadora. Tivemos apenas duas chuvas um pouco mais significativas este ano, em abril e agosto, e ambas com um volume muito baixo. Esse período prolongado de estiagem e temperaturas acima da média tem prejudicado muito o desenvolvimento dos cafezais”.
De acordo com o produtor, a seca comprometeu o crescimento e a maturação dos frutos, levando a uma safra irregular. “Os cafés não tiveram um crescimento legal e a maturação está irregular. Mesmo com a região sendo conhecida por seu clima fresco e úmido, a seca tem afetado a produção”, explica.
Além disso, a falta do frio típico do inverno causou uma florada antecipada. “As lavouras já começaram a emitir novos botões florais, o que pode comprometer a qualidade dos grãos e a produção do próximo ano”, alerta José Alexandre.
Em um vídeo gravado em maio, o produtor havia demonstrado sua preocupação com os impactos das mudanças climáticas na produção de café. “Hoje, ao observar os pés de café, é possível ver claramente os efeitos da estiagem. As plantas estão muito secas, algumas até mesmo secando completamente, e isso a 1.200 metros de altitude, onde o clima é mais ameno”, afirma.
O inverno extremamente seco e as altas temperaturas são fatores inéditos para a região, gerando incertezas em relação ao futuro da cafeicultura local. “Nunca antes tivemos um inverno tão seco e quente. Esperamos que isso não afete muito a próxima safra, mas a de 2024 já está comprometida”, conclui o produtor.




