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O mercado cafeeiro brasileiro segue operando de forma cautelosa e incerta diante da possível imposição de uma tarifa adicional de 50% pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, incluindo o café. Segundo análise do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o setor ainda busca entender os desdobramentos da medida e encontrar formas de redirecionar a oferta, caso a tarifação se concretize.
De acordo com os pesquisadores do centro, a colheita brasileira de café avança e tem ampliado a oferta, especialmente do tipo arábica, cuja colheita segue em bom ritmo. Já para o robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. O aumento da oferta, somado à instabilidade no cenário internacional, tem gerado maior volatilidade nos preços e nas negociações.
Um dos pontos que mais preocupa o setor é o impacto direto sobre o café solúvel, que tem como principal matéria-prima o robusta. Os Estados Unidos são um dos principais compradores desse produto, e a aplicação da tarifa extra pode comprometer a competitividade brasileira frente aos países asiáticos.
Nos últimos meses, o robusta brasileiro ganhou espaço no mercado internacional, impulsionado pela queda na produção do Vietnã em 2024 e pelas barreiras logísticas enfrentadas por países da Ásia para exportar aos Estados Unidos e à Europa. No entanto, a taxação pode inverter esse cenário, exigindo rearranjos logísticos e comerciais por parte do Brasil para manter o fornecimento ao mercado norte-americano.
O Cepea alerta que, caso confirmada, a medida americana pode afetar fluxos de exportação e margens de lucro, forçando o setor a rever rotas comerciais e estratégias de posicionamento, especialmente para o café solúvel, que tem se consolidado como uma alternativa de valor agregado para o robusta brasileiro.





