Mais lidas 🔥

Biodiversidade capixaba
Nova espécie vegetal é descoberta na região serrana do Espírito Santo

Cotações
Café, boi e hortifrúti: confira as cotações do dia 10 de agosto

Pesquisa científica
Estudo encontra anomalias em 60,5% dos peixes analisados no norte do ES

Cafeicultura sustentável
Estudo mostra como práticas simples podem tornar cafezais mais sustentáveis

Café 2027/2028
Colheita de café chega ao fim e atenções já se voltam para a safra 2027/28

A safra 2026/27 de café avança sob condições climáticas consideradas favoráveis em grande parte das regiões produtoras do país. Ao longo deste mês, as chuvas contribuíram para o desenvolvimento das lavouras, especialmente nas áreas cultivadas com arábica. Diante desse cenário, agentes consultados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mantêm expectativas positivas para a produção nacional.
De acordo com as projeções, a safra 2026/27 de café pode se tornar a primeira desde 2020/21 a superar o volume de 60 milhões de sacas no Brasil, considerando a soma de arábica e robusta. Caso o patamar seja confirmado, o país poderá registrar um novo recorde de produção.
Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicam que, em fevereiro, o município de Marília, na região central do estado de São Paulo, acumulou 154,5 milímetros de chuva. Além disso, os maiores volumes de precipitação foram observados na Mogiana Paulista, no Cerrado Mineiro e no Sul de Minas, áreas tradicionais na produção de arábica.
Nas regiões dedicadas ao cultivo de robusta, entretanto, o comportamento do clima apresentou diferenças. A colheita dessa variedade pode começar a partir de abril. Em fevereiro, os volumes de chuva ficaram abaixo dos registrados em janeiro. Ainda assim, técnicos avaliam que o regime hídrico segue dentro de parâmetros que permitem o desenvolvimento das plantas.
No norte do Espírito Santo, porém, o cenário exige monitoramento. Em municípios como Linhares, o excesso de chuvas no fim de janeiro pode ter impactado parte das lavouras. Segundo o Inmet, o acumulado em janeiro chegou a 370,6 milímetros. Já em fevereiro, o volume caiu para 13 milímetros. Essa variação brusca pode ter favorecido o avanço de doenças em alguns talhões, o que demanda atenção dos produtores.
Para os próximos meses, agentes do setor acompanham as condições climáticas com cautela. O período é decisivo para o enchimento final dos grãos, sobretudo nas áreas de arábica. Assim, a regularidade das chuvas e a estabilidade das temperaturas devem influenciar diretamente o potencial produtivo da safra 2026/27 de café no Brasil.





