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A decisão dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 50% sobre o café brasileiro, anunciada pelo presidente Donald Trump, começa a vigorar nesta quarta-feira (6). A medida, oficializada no dia 30 de julho, atinge diretamente os exportadores brasileiros, que comercializam cerca de oito milhões de sacas por ano com o mercado norte-americano, segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).
A taxação, no entanto, trouxe uma lista de 700 exceções, poupando produtos como suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis.
Em resposta à sanção imposta pelos EUA, a China abriu espaço para que produtores brasileiros afetados pela tarifa de 50% encontrem novas oportunidades no mercado asiático. O país autorizou 183 empresas do Brasil a exportarem café para o seu território. A liberação tem validade de cinco anos.
Apesar de ser o maior parceiro comercial do Brasil, a China ainda representa uma fatia pequena nas exportações de café. Em 2024, o país importou 56 mil sacas do produto brasileiro, número quase oito vezes inferior às 440 mil sacas vendidas aos Estados Unidos.



