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As correções no mercado do café continuam nesta segunda-feira (12) e os futuros do arábica registram novas baixas na Bolsa de Nova York. Por volta de 12h30 (horário de Brasília), as cotações recuavam entre 0,98% e 1,10%, com o março valendo 353,80 cents e o maio, 336,30 cents de dólar por libra-peso.
O mercado não só se ajusta depois das altas intensas da semana anterior, como sente também a pressão de condições climáticas melhores esperadas para os próximos dias em regiões importantes de produção. Segundo informou o meteorologista e consultor em clima, Francisco de Assis Diniz, em entrevista ao Notícias Agrícolas nesta segunda, as chuvas deverão voltar ao Sudeste nos próximos dias, com os maiores acumulados sendo esperados para as regiões leste de São Paulo e sul de Minas Gerais.
“No entanto, sobre as áreas mais no norte de Minas, no Espírito Santo e na Bahia o tempo vai continuar mais seco ao longo da próxima semana e chuvas mais significativas estão previstas somente no decorrer da segunda quinzena de janeiro”, pondera o diretor do Escritório Carvalhaes, Eduardo Carvalhaes.
E o café vai na contramão das demais commodities – agrícolas, energéticas e metálicas – que hoje têm um novo dia de ganhos generalizados, com o mercado um pouco menos avesso ao risco. Ao lado do café, está apenas o açúcar recuando nas bolsas internacionais. No início da tarde desta segunda, a alta do ouro era de quase 3%.
Na Bolsa de Londres, os futuros do robusta trabalham com estabilidade, em campo misto. Por volta de 12h40, o março tinha US$ 3,00 de alta para valer US$ 3906,00, enquanto o o maio operava sem variação.




