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Cafeicultura

‘Através da cooperativa a gente consegue reunir força para trabalhar a qualidade’, diz campeão nacional de Conilon

"A Safra ES entrevistou os cinco capixabas vitoriosos do Prêmio ""Coffee of the Year"" (Melhor Café 2018) para saber os segredos que os alçaram aos melhores do ano passado. Confira primeira matéria da série! "

por Leandro Fidelis

em 18/01/2019 às 11h43

2 min de leitura

*Foto: Wanda Ferrera e Jean Davies

O cafeicultor Luiz Claudio de Souza, de Muqui, no sul do Espírito Santo, foi o capixaba mais premiado na ocasião do “Coffee of the Year 2018 ” (Melhor Café 2018), na Semana Internacional do Café (SIC), dia 9 de novembro, em Belo Horizonte. Além da vitória com o Conilon, o associado da Cooperativa dos Cafeicultores do Sul do Espírito Santo (Cafesul) foi aclamado como melhor Conilon Natural no 4º Torneio do Melhor Café Fairtrade do Brasil, promovido entre cafés com o selo da certificadora.


Aos 62 anos, o produtor
foi um dos principais articuladores para o município entrar para a nata da qualidade do Espírito Santo.
Ele foi um dos fundadores da Cafesul e secretário Municipal de Agricultura por oito anos. Deste período, recorda-se da parceria entre a prefeitura, a cooperativa, o Incaper e os sindicatos na busca por solução para a baixa produtividade do Conilon em Muqui.


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“Fizemos planejamento para sairmos de dez para 30 sacas por hectare em cinco anos. Buscamos as tecnologias do Incaper e levamos os cafeicultores para conhecer a realidade do norte e mostrar que aumentar a produtividade era possível ”, diz o atual diretor-secretário da Cafesul.


A renovação das lavouras com novas técnicas de manejo foi o primeiro passo. Segundo Luiz, logo a meta de produtividade foi cumprida. “Isto acabou chamando atenção e irradiou para outros produtores da região. Já existem muitas propriedades produzindo cem sacas por hectare ”.


A etapa seguinte foi incentivar a qualidade. A Cafesul encabeçou o projeto com a realização de concursos internos e capacitações. O concurso de qualidade já está em sua oitava edição.


Para o produtor, o título nacional é “o coroamento de um trabalho de longo prazo ”, trilhado com apoio da cooperativa. “Não tinha o sonho de ganhar, mas de levar o café da nossa cooperativa para um concurso mais abrangente como o da SIC. Isto possibilita promover o Conilon, que nem sempre foi tido como café de bebida ”.


“Através da cooperativa, a gente consegue reunir força e capacitação para poder trabalhar com qualidade. Sem a sua mobilização e incentivo permanente, seria impossível alcançar este resultado ”, completa Luiz Claudio de Souza.


*Foto: Gustavo Baxter- Nitro


*Amanhã você confere a segunda matéria da série “2018: o ano especial dos cafés capixabas”!

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