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Por Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produto da Massey Ferguson
A agricultura regenerativa deixou de ser um conceito ambiental para se consolidar como um fator estratégico de produtividade no agronegócio brasileiro. A tecnologia aplicada às máquinas agrícolas tem papel decisivo ao viabilizar práticas que contribuem para a recuperação do solo, favorecem sistemas produtivos mais equilibrados, ampliam a eficiência das operações e asseguram a viabilidade econômica da atividade agrícola.
O futuro da agricultura mostra que não é preciso escolher entre rentabilidade e preservação. O setor caminha para um modelo em que eficiência agronômica e sustentabilidade avançam juntas. O uso inteligente da tecnologia tem se consolidado como um dos principais caminhos para preservar os recursos naturais e, ao mesmo tempo, manter a produção de alimentos em larga escala.
Os ganhos tecnológicos também aparecem no enfrentamento de desafios recorrentes da produção agrícola, como a compactação do solo e a erosão, fatores que comprometem o potencial produtivo das lavouras. Para reduzir esses impactos, máquinas modernas operam com sistemas de tráfego controlado, concentrando a passagem dos equipamentos sempre nos mesmos pontos e preservando a estrutura do solo nas áreas cultivadas.
O plantio de precisão contribui para manter a pressão adequada sobre o solo e assegurar a profundidade uniforme das sementes. Pesquisas indicam que essa uniformidade na emergência das plantas pode gerar ganhos de produtividade de cerca de 3% na soja, o que representa um retorno econômico de até R$ 465,00 por hectare.
Na agricultura regenerativa, a colheita marca o início do próximo ciclo produtivo. A distribuição adequada da palhada é essencial para proteger o solo, conservar a umidade, reduzir processos erosivos e contribuir para a captura de carbono. Tecnologias presentes nas colheitadeiras atuais permitem uma cobertura mais homogênea do solo, inclusive em áreas operadas com plataformas de maior largura, reduzindo faixas descobertas e a exposição direta ao sol.
O uso mais eficiente de insumos também é um dos pilares desse modelo produtivo. Ferramentas de agricultura de precisão possibilitam aplicações mais exatas de fertilizantes e defensivos, diminuindo sobreposições, reduzindo perdas e promovendo economia para o produtor, além de menor impacto ambiental.
Além do cuidado com o solo e da eficiência operacional, a descarbonização da frota desponta como o próximo passo dessa transformação. A indústria de máquinas agrícolas busca viabilizar motores preparados para o uso de combustíveis renováveis, abrindo espaço para que a própria fazenda possa gerar parte da energia que consome e, assim, fechar o ciclo da sustentabilidade dentro do sistema produtivo agrícola.




